IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Bancos veem espaço para queda da Selic, mas inadimplência segue como risco para a economia

Publicado em: 08/10/2026 09:10
Bancos veem espaço para queda da Selic, mas inadimplência segue como risco para a economia
A maioria dos bancos brasileiros acredita que a taxa básica de juros ainda pode cair neste ano, segundo levantamento da Febraban: 70% das instituições esperam uma Selic menor até o fim do período, enquanto 20% projetam dois cortes de 0,25 ponto percentual. Ao mesmo tempo, o ambiente de crédito segue exigindo atenção — os bancos elevaram de 5,8% para 6,1% a estimativa de inadimplência para o encerramento do ano. A combinação entre juros ainda elevados, endividamento das famílias e desaceleração gradual da atividade tem levado as instituições financeiras a adotar maior cautela na concessão de crédito. O economista Eduardo Velho, da Equador Investimentos, afirmou que os bancos estão disponibilizando menos crédito e desacelerando a oferta na economia, relacionando esse comportamento aos juros altos, ao maior nível de endividamento e à perda de fôlego da renda disponível. A redução do crédito pode limitar o consumo e os investimentos, embora ele não veja, no momento, elementos suficientes para apontar uma recessão. Na avaliação de Velho, a mudança no horizonte considerado pelo Banco Central para a convergência da inflação à meta ampliou a margem para reduções da Selic. Ele aponta que o modelo do Banco Central mostra inflação próxima do centro da meta e abaixo de 3,5% olhando para 2028. Considera provável que a Selic recue para 13,25% e continue em trajetória descendente ao longo de 2027, movimento que depende também da condução das contas públicas pelo próximo governo — uma sinalização fiscal mais consistente poderia reduzir a percepção de risco e favorecer a queda dos juros futuros. O agronegócio está entre os setores que exigem maior acompanhamento. Bancos com exposição mais elevada ao segmento demonstram preocupação com a capacidade de pagamento de produtores e empresas, e Velho avalia que movimentos de renegociação de dívidas agrícolas não seriam incomuns em um ambiente de juros elevados, com pressão por alongamento de prazos e crédito em condições mais favoráveis. No plano externo, o economista apontou os rendimentos dos títulos públicos norte-americanos de médio e longo prazo como uma das principais fontes de incerteza para países emergentes, além de preços elevados do petróleo e de uma eventual correção mais intensa no mercado acionário dos Estados Unidos. Para a indústria, segmento sensível ao ciclo de juros altos por depender de financiamento de prazo mais longo, uma queda dos juros futuros seria especialmente relevante para baratear o crédito destinado à expansão da capacidade produtiva e à modernização de empresas.
FONTE ORIGINAL:
https://www.contadores.cnt.br/noticias/empresariais/2026/10/08/bancos-veem-espaco-para-queda-da-selic-mas-inadimplencia-segue-como-risco-para-a-economia.html
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%