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Pesquisa mostra quem mais está deixando de pagar as contas no Brasil e revela a relação entre renda familiar, dificuldade financeira e aumento da inadimplência
Publicado em: 09/10/2026 17:08
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apontou recuo na proporção de lares brasileiros com dívidas a vencer, que passou de 82% para 81,7% entre agosto e setembro. Trata-se da primeira retração registrada pelo levantamento desde dezembro de 2025. Entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos, porém, a inadimplência subiu, enquanto nos demais grupos de renda o indicador recuou. Na faixa de até 3 salários mínimos, o percentual de inadimplentes caiu de 38,8% para 38,5%. Entre as famílias com renda de 3 a 5 salários mínimos, o indicador foi de 28% para 27,8%, e na faixa de 5 a 10 salários mínimos recuou de 20,3% para 20,2%. O grupo com renda acima de 10 salários mínimos foi a única exceção, com aumento na inadimplência. O texto também distingue endividamento de inadimplência: o primeiro capta qualquer família com algum compromisso financeiro ativo, como crédito pessoal, cheque especial ou financiamento; o segundo identifica quem deixou de honrar a dívida no prazo acordado. Desde dezembro de 2025 o endividamento vinha em crescimento contínuo, atingindo pico de 82,2% entre abril e maio. A queda registrada em setembro sinaliza uma pausa nesse movimento. Entre os indicadores de atraso, a proporção de famílias com contas vencidas caiu de 29,9% para 29,6% entre agosto e setembro, abaixo dos 30,5% registrados um ano antes. O percentual de quem declarou não ter condições de pagar débitos atrasados manteve-se em 12,5%, abaixo dos 13% de setembro de 2025. A proporção de famílias muito endividadas recuou de 17,9% para 17,3%. No entanto, o tempo médio de atraso cresceu para 65,3 dias em setembro, o mais longo desde novembro de 2024, e 48,9% das dívidas em atraso ultrapassavam 90 dias, dificultando a recuperação desse crédito pelos credores. A parcela de brasileiros sem compromissos financeiros aumentou de 17,4% em agosto para 18,1% em setembro. Programas de renegociação, como o Desenrola Brasil 2, que permite alongar prazos e reestruturar pagamentos, podem estar contribuindo para essa melhora ao transformar dívidas de curto prazo em compromissos de longo prazo. Ainda assim, as famílias destinam em média 29,6% da renda mensal ao pagamento de dívidas, e para 19,4% delas mais da metade do rendimento fica comprometida, o maior nível desde fevereiro de 2025, quando foi 19,5%.
FONTE ORIGINAL:
https://tribunademinas.com.br/maistendencias/pesquisa-mostra-quem-mais-esta-deixando-de-pagar-as-contas-no-brasil-e-revela-a-relacao-entre-renda-familiar-dificuldade-financeira-e-aumento-da-inadimplencia
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