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IPCA de setembro dispara no Brasil, conta de luz sobe quase 8% e inflação volta a pressionar o bolso
Publicado em: 09/10/2026 10:16
O IPCA registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, acelerando frente à queda de 0,32% observada em agosto e marcando o maior avanço para um mês de setembro desde 2021. O resultado foi impulsionado principalmente pela conta de luz, cuja elevação se aproximou de 8% no período, reacendendo a preocupação com o poder de compra das famílias e com o custo de vida após a redução de preços registrada no mês anterior. A energia elétrica residencial foi o principal destaque do levantamento. O aumento está associado ao fim de descontos aplicados anteriormente nas contas e à manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta custo ao consumo de eletricidade. O impacto se estende além do valor pago mensalmente pelas famílias: a eletricidade também é um insumo relevante para empresas, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, de modo que parte da pressão pode chegar aos consumidores finais por meio dos preços de produtos e serviços, reduzindo a renda disponível para outras despesas essenciais. O grupo de alimentação e bebidas também contribuiu para a pressão inflacionária do mês. Itens comuns na cesta de consumo — como tomate, batata-inglesa e arroz — apresentaram variações relevantes, com destaque para o aumento expressivo do tomate. No setor de transportes, os combustíveis avançaram e as passagens aéreas registraram elevação relevante, ampliando a pressão sobre despesas de deslocamento e sobre custos logísticos que podem repercutir no varejo. O acumulado do IPCA em 12 meses até setembro ultrapassou o limite superior do intervalo de tolerância da meta de inflação, cenário que aumenta a preocupação com a persistência das pressões sobre os preços. O indicador mede a variação de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias de renda baixa e média em áreas urbanas, e não reproduz de forma uniforme a experiência de todos os domicílios: aqueles que dedicam parcela maior da renda a alimentação, moradia ou energia podem sentir os aumentos de forma diferente da média nacional. O resultado é acompanhado de perto pelo Banco Central na condução da política monetária. Pressões inflacionárias persistentes podem levar a juros em níveis elevados por mais tempo, o que encarece empréstimos e financiamentos e aumenta o custo do crédito para consumidores e empresas. Como a decisão sobre a taxa básica considera também expectativas de inflação, mercado de trabalho, atividade econômica, câmbio e riscos internos e externos, os próximos indicadores serão relevantes para dimensionar o efeito sobre o orçamento doméstico e sobre a atividade de crédito.
FONTE ORIGINAL:
https://www.portaldecamaqua.com.br/noticias/110199/ipca-de-setembro-dispara-no-brasil-conta-de-luz-sobe-quase-8-e-inflacao-volta-a-pressionar-o-bolso.html
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