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Endividamento e inadimplência das famílias caem em setembro
Publicado em: 09/10/2026 00:32
O endividamento das famílias brasileiras recuou pela primeira vez desde dezembro de 2025, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC. A parcela de famílias com dívidas passou de 82% em agosto para 81,7% em setembro, interrompendo uma sequência de altas que levou o indicador a 82,2% em abril e maio. O nível atual segue acima dos 80,9% registrados em dezembro, e a expectativa da entidade é de que o indicador termine o ano relativamente estável, em torno de 81,5%. A inadimplência divergiu conforme a faixa de renda no período. Entre famílias com renda de até 3 salários mínimos, o indicador caiu de 38,8% para 38,5%. Já na faixa acima de 10 salários mínimos, subiu de 14,9% para 15%, tornando-se a única das quatro faixas analisadas com alta. O comprometimento da renda permaneceu elevado: em média, as famílias destinam 29,6% da renda ao pagamento de dívidas, e 19,4% delas têm mais da metade da renda mensal comprometida, o maior percentual desde fevereiro, quando o dado foi de 19,5%. A fonte não detalhou a distribuição desse indicador por faixa de renda. O tempo médio de atraso aumentou pelo segundo mês consecutivo. Em setembro, as dívidas estavam atrasadas, em média, por 65,3 dias, o maior patamar desde novembro de 2024, quando a média foi de 65,5 dias. Além disso, 48,9% das dívidas em atraso estavam vencidas há mais de 90 dias. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar dívidas atrasadas ficou estável em 12,5%, abaixo dos 13% de setembro de 2025. A parcela de famílias consideradas muito endividadas caiu de 17,9% para 17,3%. A fonte não detalhou os motivos da mudança observada na faixa de maior renda. Para o comércio de Araçatuba e região, o cenário é misto: a estabilidade esperada traz previsibilidade ao planejamento, enquanto o comprometimento de renda e o alongamento dos atrasos exigem cautela na concessão de crédito. Entidades como ACIA e CDL podem orientar associados a políticas de crédito mais criteriosas, com atenção redobrada ao público de maior renda, historicamente menos inadimplente, mas agora em tendência de alta.
FONTE ORIGINAL:
https://aciara.com.br/endividamento-inadimplencia-das-familias-caem-em-setembro
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