Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Endividamento recorde pressiona consumo e empresas, alerta especialista
Publicado em: 12/10/2026 14:02
O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas chegou a 28,85% em setembro, o maior nível desde 2022, segundo dados do Banco Central. A inadimplência das pessoas físicas avançou e atingiu cerca de 6% em agosto, recorde da série histórica iniciada em 2011, segundo a abertura da matéria. Os indicadores acendem um alerta para empresas dependentes do consumo doméstico e para investidores expostos ao crédito privado. Segundo Raphael Cordeiro, diretor de investimentos da Zelen Family Office, a maior parcela da renda destinada ao pagamento de dívidas pode reduzir as compras, pressionar o caixa das companhias e elevar o risco de calote, afetando principalmente as empresas expostas ao mercado interno e à oferta de crédito. A preocupação se mantém mesmo com o anúncio de uma nova etapa do programa Desenrola, iniciativa do governo federal para facilitar a renegociação de dívidas. Para o especialista, os efeitos da medida dependem da capacidade dos consumidores de manter os pagamentos após renegociar e aponta que os fatores que contribuíram para o acúmulo de dívidas ainda persistem. Ele também destaca que companhias que negociam com credores antes da recuperação judicial tendem a sair da crise com mais facilidade, e recomenda atenção à liquidez, à alavancagem e à qualidade dos balanços. Cordeiro aponta riscos para investidores em títulos de crédito emitidos por empresas, como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Ao contrário de aplicações bancárias cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), esses títulos não contam com a mesma garantia: o pagamento depende das condições previstas na emissão e da capacidade financeira dos responsáveis pela operação. O especialista avalia que o contexto sugere aumento de recuperações judiciais e menciona que, no primeiro semestre, mais de 6 mil empresas estavam em recuperação judicial. Para investidores e empresas familiares, o cenário reforça a importância de avaliar a capacidade de pagamento dos emissores, evitar concentração excessiva em um único tipo de ativo e diversificar entre classes de investimentos, emissores e indexadores. A orientação do especialista é priorizar ativos de qualidade e empresas com balanços resilientes, observando as regras e os limites de garantia do FGC nas aplicações cobertas pelo fundo.
FONTE ORIGINAL:
https://monitordomercado.com.br/noticias/430665-endividamento-recorde-pressiona-consumo-e-empresas-alerta-especialista
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x