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​A CONTA CHEGOU: O crédito da pandemia virou armadilha de R$ 232 bilhões

Publicado em: 13/10/2026 13:39
​A CONTA CHEGOU: O crédito da pandemia virou armadilha de R$ 232 bilhões
A pandemia de Covid-19 ficou para trás no cotidiano, mas o crédito emergencial contratado entre 2020 e 2021 permanece como passivo de difícil amortização para empresas brasileiras, agravado pela escalada da taxa básica de juros nos anos seguintes. No auge da crise, o Banco Central manteve a Selic em 2,0% ao ano. O Pronampe foi lançado com juros de Selic + 1,25% ao ano, totalizando apenas 3,25%. O socorro preservou empregos e operações, mas criou dívida de longo prazo atrelada a taxas flutuantes. Com a Selic em 14,5% ao ano, o custo do crédito disparou: nas repactuações recentes do Pronampe, a margem subiu para Selic + 6,0%, com custo final acima de 20,5% ao ano. No crédito livre bancário tradicional para micro, pequenas e médias empresas, as taxas ultrapassam 20% e 30% ao ano. Dados da Serasa Experian indicam que a inadimplência empresarial atingiu 9,1 milhões de CNPJs negativados, com montante de R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso. Em média, cada empresa negativada acumula 7,3 contas vencidas. Sem acesso direto ao mercado de capitais para renegociar prazos, as pequenas empresas dependem do crédito bancário tradicional e destinam grande parte do faturamento a despesas financeiras. O impacto se reflete também no consumo: com orçamentos domésticos comprometidos por juros elevados no cartão de crédito e no consignado, o consumidor compra menos, e o comércio fatura abaixo do esperado justamente no momento em que precisa de caixa para quitar empréstimos da pandemia.
FONTE ORIGINAL:
https://www.liberdadesbs.com.br/noticia/a-conta-chegou-o-credito-da-pandemia-virou-armadilha-de-r-232-bilhoes
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