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Com juros altos, governo busca solução para oferta de crédito "predatória"

Publicado em: 13/10/2026 00:30
Com juros altos, governo busca solução para oferta de crédito "predatória"
O governo federal estuda medidas para tornar a oferta de crédito mais saudável e reduzir o endividamento da população, diante do endividamento recorde e das altas taxas de juros vigentes no mercado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo discute com o Banco Central a proibição de que bancos concedam mais de um cartão de crédito por pessoa, apontando a distribuição de cartões não solicitados pelo cliente como prática preocupante. O rotativo do cartão de crédito é descrito como a linha de crédito mais cara do mercado, acionada quando o cliente não consegue pagar o valor total da fatura. Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional determinou que operações de juros rotativos não poderiam ultrapassar 100% do valor original da dívida a partir de 3 de janeiro de 2024. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que práticas de oferta predatória agressivas devem ser limitadas. Em setembro, o Banco Central expôs em ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) que prepara um conjunto de medidas para conter o avanço do endividamento das famílias e mitigar riscos no sistema financeiro, com o objetivo de fortalecer a sustentabilidade do crédito e a resiliência do sistema. No atual mandato, o governo adotou medidas em sentidos distintos: o programa Desenrola 2.0, lançado em maio deste ano, visa a recuperação de crédito com renegociação de dívidas em condições mais favoráveis; o Crédito do Trabalhador buscou ampliar a oferta de empréstimo consignado a trabalhadores CLT, rurais, domésticos e MEIs. O Desenrola 2.0 também estabeleceu que dívidas de até R$ 100 seriam perdoadas por bancos e que 1% do valor renegociado seria destinado à educação financeira. Segundo dados do Banco Central, os juros do cartão de crédito chegaram a 444,9% ao ano em agosto, com concessão de R$ 311 bilhões de janeiro a agosto, representando alta de 17,1% no período. O crédito pessoal cresceu 151%, totalizando R$ 70,3 bilhões. O Relatório Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado em setembro apontou que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com alta de 1,1 ponto percentual em 12 meses, e comprometimento de renda de 28,7%.
FONTE ORIGINAL:
https://www.metropoles.com/brasil/com-juro-alto-governo-busca-solucao-contra-oferta-de-credito-predatoria
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