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J.P. Morgan corta PIB de 2026 de 2% para 1,7%, mas eleva projeções de inflação
Publicado em: 15/10/2026 10:36
O J.P. Morgan cortou sua projeção de crescimento do PIB para 2026, de 2% para 1,7%, após dados do terceiro trimestre reforçarem, segundo o banco, a leitura de que a desaceleração econômica no Brasil chegou antes do antecipado. A revisão foi acompanhada de alerta de que o esfriamento da atividade não deve se traduzir em menor pressão inflacionária, com as projeções de IPCA revisadas para cima tanto em 2026 quanto em 2027. Segundo o relatório, os indicadores correntes apontam para fraqueza simultânea no consumo e no investimento, e o repique do consumo observado em agosto teria tido vida curta. As políticas de estímulo, avalia o banco, tiveram menos efeito do que o esperado. As novas medidas anunciadas pelo governo devem trazer alguma resiliência no quarto trimestre e no início de 2027, mas não alteram, na avaliação do J.P. Morgan, a percepção de que o ritmo de atividade deve rodar próximo do moderado, com crescimento projetado de 1,3% em 2027. O banco alerta que a ausência de medidas de contenção de despesas deve piorar a dinâmica de juros, dívida e crédito, e que uma possível piora do cenário externo poderia levar a um crescimento ainda mais fraco. No campo da inflação, o J.P. Morgan aponta para mercado de trabalho resiliente, riscos associados ao El Niño e incertezas decorrentes do conflito no Oriente Médio. Na sua leitura, a atividade mais fraca deve contribuir apenas gradualmente para inflação menor: a inflação de serviços permanece firme, e a combinação de choques de energia e alimentos deve postergar a melhora da inflação cheia e gerar choques secundários. O banco ainda estima que a aprovação do fim da escala 6x1 deve agregar alguns décimos ao IPCA no próximo ano. Para o análise de crédito e risco, o cenário combinado de atividade mais fraca e inflação revisada para cima tem implicações sobre trajetória de juros, custo de funding e comportamento de inadimplência, elementos usualmente monitorados na precificação de risco e na política de cobrança e recuperação de ativos.
FONTE ORIGINAL:
https://valor.globo.com/google/amp/brasil/noticia/2026/10/15/jp-morgan-corta-pib-de-2026-de-2-pontos-percentuais-para-17-mas-eleva-projees-de-inflao.ghtml
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