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CIN tem risco de fraude até 77% menor que documentos tradicionais, aponta Serasa Experian
Publicado em: 16/10/2026 18:57
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) registrou taxa de fraude de 0,12%, índice até 77% menor que o observado em documentos de identificação mais tradicionais, segundo análise da Serasa Experian sobre validações realizadas entre janeiro e agosto de 2026. Na comparação, a taxa chega a 0,52% para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a 0,44% para o antigo Registro Geral (RG). O documento aponta redução de aproximadamente 73% no risco de fraude em relação ao RG e de 77% na comparação com a CNH. No período, foram identificadas e barradas mais de 1,5 milhão de tentativas de fraude envolvendo documentos nas validações analisadas. CNH e RG concentraram 84,1% das tentativas detectadas, enquanto a CIN respondeu por 10,2% das ocorrências. O material ressalta, contudo, que a concentração em RG e CNH deve ser lida à luz da presença histórica e da ampla circulação desses documentos: documentos mais difundidos aparecem em um número maior de jornadas de identificação, de modo que a participação de cada documento no volume total de ocorrências, isoladamente, não determina sua vulnerabilidade à fraude. A CIN utiliza o CPF como número único de identificação no território nacional e adota um padrão nacional de emissão, além de incorporar recursos de segurança como QR Code para verificação de autenticidade. A mudança solucionou característica do antigo sistema de RGs, no qual uma mesma pessoa podia possuir até 27 números diferentes emitidos pelos órgãos das Unidades Federativas. A transição é gradual: documentos emitidos no modelo antigo continuam válidos até 2032. Segundo o gerente executivo de soluções antifraude da Serasa Experian, Luis Filipe Morra, a diferença entre as taxas mostra como a evolução dos documentos pode contribuir para jornadas mais seguras, mas não elimina as tentativas de fraude, já que os criminosos adaptam estratégias. Para ele, a validação documental precisa estar combinada a outras camadas de proteção, como biometria, inteligência de dados e análise de dispositivos. A adoção do CPF como número único e do padrão nacional cria condições para validações mais consistentes, mas o documento deve continuar sendo entendido como uma das peças da análise, com a combinação de sinais independentes para confirmar identidade. A metodologia do levantamento considera validações de identidade realizadas entre janeiro e agosto de 2026 e analisa tentativas de fraude documental identificadas e barradas no período, cobrindo CIN, RG, CNH, DNI, RNI e RNE. A taxa de fraude corresponde à incidência de tentativas identificadas em relação ao universo de validações analisadas para cada tipo de documento.
FONTE ORIGINAL:
https://tiinside.com.br/16/10/2026/cin-tem-risco-de-fraude-ate-77-menor-que-documentos-tradicionais-aponta-serasa-experian
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