IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Empresas registram maior inadimplência da série histórica e crédito em atraso chega a R$ 86,1 bilhões

Publicado em: 16/10/2026 15:18
Empresas registram maior inadimplência da série histórica e crédito em atraso chega a R$ 86,1 bilhões
As empresas brasileiras registraram, no segundo trimestre do ano, a maior inadimplência da série histórica, com média de R$ 86,1 bilhões em contas atrasadas há mais de três meses. O volume em atraso avançou 24% em um ano, cerca de R$ 17 bilhões a mais, já considerando a inflação do período. O levantamento, com base em dados do Banco Central, aponta que os atrasos refletem em grande medida juros contratados cerca de um ano antes, em função do ciclo de juros elevados. Segundo o estudo, o aumento da inadimplência não está associado a maior contratação de crédito: o volume de crédito avançou apenas 2,3%, enquanto a parcela em atraso subiu de 2,7% para 3,3%. O documento destaca que o problema está no pagamento, e não no tamanho das dívidas. O ciclo de juros não é apontado como único fator: setores como agronegócio, indústria e comércio também enfrentam pressões específicas, e o efeito não é sazonal. Pequenas e médias empresas concentram o atraso: juntas, respondem por 43% da carteira de crédito, mas representam cerca de R$ 3 de cada R$ 4 em atrasado. Pequenas empresas devem R$ 33,4 bilhões (39% do total) e médias, R$ 31,7 bilhões (37%), com alta de 34% no valor atrasado destas últimas. As microempresas foram as que mais pioraram no último ano, com o valor atrasado saltando 45%, de R$ 6,9 para R$ 9,9 bilhões. As grandes empresas, que concentram 48% do crédito, mantêm atraso abaixo da média. O atraso atingiu o maior nível da história em 18 das 27 Unidades Federais ao mesmo tempo. As maiores altas anuais vieram de UFs com perfis econômicos distintos — Paraíba (123%), Amapá (73%), Rio Grande do Sul (67%) e Amazonas (66%). Em São Paulo, o valor em atraso equivale a R$ 23 bilhões, ou 27% do total nacional. O estudo observa que o alívio via queda de juros é demorado: cerca de um ano para chegar às contas em atraso, e mais tempo para as empresas recuperarem o caixa. Nos períodos históricos anteriores de atraso elevado, a economia ofertava menos crédito, havia menor acesso a bancos ou o país vivia recessão. Na situação atual, o atraso bate recorde mesmo com a economia crescendo próximo de 2%, com a relação dívida/PIB em alta apontada como fator de pressão sobre juros e inflação. **Nota metodológica:** estudo com tratamento próprio dos dados de crédito de pessoas jurídicas do Sistema Financeiro Nacional divulgados pelo Banco Central. A inadimplência acima de 90 dias marca operação com ao menos uma parcela vencida há mais de três meses; valores corrigidos pela inflação. Cada ano é medido pela média do 2º trimestre. A abertura por porte segue faixas de receita bruta anual (micro ≤ R$ 360 mil; pequena até R$ 4,8 mi; média até R$ 300 mi; grande acima disso).
FONTE ORIGINAL:
https://fecomercio.com.br/imprensa/empresas-registram-maior-inadimplencia-da-serie-historica-e-credito-em-atraso-chega-a-r-86-1-bilhoes-aponta-fecomerciosp
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%