IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Juros altos têm raiz no desequilíbrio fiscal

Publicado em: 16/10/2026 15:18
Juros altos têm raiz no desequilíbrio fiscal
O debate recorrente sobre taxas de cartão e parcelamento ressurgiria sempre que o orçamento das famílias aperta, mas o material o descreve como sintoma de um problema mais profundo: crescimento insuficiente da produtividade e da renda por habitante, baixa taxa de investimento e um quadro fiscal que mantém elevada a percepção de risco. O estudo aponta que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, o PIB per capita avançou 1,9% e a taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB. A avaliação integra estudo elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo e levado formalmente ao presidente do Banco Central. O material detalha indicadores fiscais e monetários: em junho de 2026, a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilhões); nos 12 meses anteriores, o setor público acumulou déficit primário de R$ 157,2 bilhões, e os juros nominais somaram R$ 1,16 trilhão, equivalente a 8,8% do PIB. A Selic, fixada pelo Copom em 14% ao ano em agosto de 2026, é descrita como elevada e restritiva. Segundo o estudo, esses elementos compõem uma cadeia de efeitos: desequilíbrio fiscal, maior percepção de risco, juros mais altos, crédito mais caro e menor consumo e investimento. Discutir apenas a última etapa dessa cadeia — o preço cobrado no cartão — significa ignorar parte relevante do processo. No documento encaminhado ao Banco Central, a posição defendida é de mais concorrência entre instituições financeiras, adquirentes, bandeiras e emissores, combinada com mais transparência tarifária. Ao mesmo tempo, o estudo alerta para as consequências de um eventual tabelamento direto de juros: a medida não eliminaria os custos que compõem o preço do crédito e poderia restringir a oferta, excluindo clientes de maior risco. O material também recomenda a manutenção do modelo atual do parcelado sem juros, modalidade prevista na Lei 13.455/2017 como opção do comerciante, e destaca seu papel na formação de preços e no estímulo às vendas, sobretudo para micro e pequenas empresas. Entre as seis frentes estruturais propostas, o texto detalha a recomendação de que instituições financeiras adotem políticas de concessão e precificação de crédito mais favoráveis a consumidores com histórico consistente de adimplência e menor risco.
FONTE ORIGINAL:
https://fecomercio.com.br/brasil/juros-altos-tem-raiz-no-desequilibrio-fiscal
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%