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TOP 300 do varejo brasileiro movimentam R$ 1,3 trilhão e maioria cresce acima da inflação - Varejo S.A
Publicado em: 16/10/2026 07:07
O Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro 2026, produzido pelo Instituto Retail Think Tank (IRTT), aponta que as 300 maiores empresas do setor movimentaram R$ 1,3 trilhão em vendas em 2025, volume equivalente a cerca de 48% do varejo brasileiro. Entre as 227 companhias com vendas comparáveis de 2024 e 2025, 77,1% — 175 empresas — avançaram acima da inflação, enquanto 9,3% apresentaram retração. Considerando esse mesmo universo, as vendas subiram 8,6%. Os dados de 2025 aparecem em um cenário que segue mais contido em 2026. O Panorama do Comércio de agosto de 2026, da CNDL, mostra crescimento de 1,9% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, tanto no varejo restrito quanto no ampliado. Em junho, diante de maio, o varejo restrito avançou 0,5% e o ampliado recuou 1%. A Selic está em 14% ao ano e o IPCA acumulava alta de 4,4% em 12 meses até julho. O indicador de confiança do consumidor da Fundação Getulio Vargas estava em 88,3 pontos, abaixo da faixa de neutralidade. O quadro financeiro das famílias reforça essa pressão: em julho, o Brasil atingiu 75,08 milhões de consumidores inadimplentes, o maior contingente já registrado pelo indicador da CNDL e do SPC Brasil, equivalente a 44,75% da população adulta. O texto ressalta que os indicadores de 2026 não são diretamente comparáveis ao desempenho das empresas do ranking em 2025, por se referirem a períodos e universos diferentes, mas ajudam a dimensionar o ambiente em que o varejo opera. O desempenho variou bastante entre segmentos. Entre as empresas com dados comparáveis, o foodservice cresceu 16,7% em 2025, seguido por óticas, joias, bijoux, bolsas e acessórios, com 13,6%, e drogarias e perfumarias, com 13%. Moda, calçados e artigos esportivos avançaram 8,6%; eletromóveis e o bloco de supermercados, hipermercados, atacarejo e conveniência, 8,4% cada; material de construção, 6,3%. Lojas de departamento, artigos do lar e mercadorias em geral avançaram 2%, setores descritos como mais expostos ao crédito e à compra de bens de maior valor. No ranking, o Grupo Carrefour Brasil liderou com vendas de R$ 123,6 bilhões e crescimento de 2,5%. O Assaí somou R$ 84,7 bilhões (+5,2%), a RD Saúde avançou 13,9% para R$ 47,6 bilhões e assumiu a terceira colocação, seguida pelo Magazine Luiza (R$ 47,5 bilhões) e pelo Grupo Boticário (R$ 38,1 bilhões). As dez maiores somaram R$ 485,4 bilhões. Das 300 empresas, 206 faturaram pelo menos R$ 1 bilhão em 2025, mantêm 82.775 pontos de venda e, entre as 236 que informaram quadros de pessoal, somam cerca de 1,7 milhão de colaboradores. O IRTT associa a resistência das maiores redes à combinação de capacidade de investimento em tecnologia, escala operacional, cultura de inovação e transformação digital, foco estratégico e acesso a capital a custos mais competitivos. O texto observa ainda que empresas regionais e companhias fora das primeiras colocações vêm ganhando relevância, reduzindo gradualmente a concentração das vendas nas maiores empresas do país. Com o consumidor mais endividado, juros em patamar elevado e vendas do comércio avançando de forma moderada em 2026, o estudo aponta eficiência operacional, produtividade e identificação de novas oportunidades como decisões centrais para as varejistas, sem responder quanto dessa capacidade de crescimento será mantida no ano corrente.
FONTE ORIGINAL:
https://cndl.org.br/varejosa/top-300-do-varejo-brasileiro-movimentam-r-13-trilhao-e-maioria-cresce-acima-da-inflacao
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