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Quase metade da população adulta do Centro-Oeste está negativada, aponta levantamento
Publicado em: 20/10/2026 15:07
O Brasil chegou a setembro de 2026 com 75,05 milhões de consumidores inadimplentes, equivalentes a 44,67% da população adulta, crescimento de 2,07% em relação a agosto. Os dados são do Indicador de Inadimplência da CNDL e do SPC Brasil e reforçam as dificuldades das famílias para manter as contas em dia. No recorte regional, o Centro-Oeste registra o maior percentual de adultos negativados do país, com 48,74%, acima do índice nacional. A região Sul aparece com 41,01% e liderou a maior alta anual no número de inadimplentes, com avanço de 9,75%. As demais regiões também avançaram no comparativo anual: Norte, 7,25%; Sudeste, 5,60%; Nordeste, 4,58%; e Centro-Oeste, 7,74%. As dívidas em atraso aumentaram 13,62% em relação a setembro de 2025 e 3,07% entre agosto e setembro deste ano. Cada consumidor inadimplente acumulava, em média, R$ 5.240,29 em débitos, com compromissos em atraso junto a cerca de 2,36 empresas credoras. Em termos de distribuição, 28,69% tinham dívidas de até R$ 500 e 40,75%, até R$ 1 mil. A faixa de 30 a 39 anos concentra o maior número de inadimplentes, com 18,06 milhões de pessoas, correspondentes a 23,35% do total, e 53,30% de negativação nessa população. Entre os setores credores, a maior elevação no número de dívidas em atraso foi registrada em Comunicação, com alta de 17,84%, seguida por Bancos, com 12,89%, e Água e Luz, com 12,08%. O comércio foi o único segmento citado a apresentar redução, com queda de 1,77%. No stock de pendências, os bancos concentram a maior parcela, com 65,95% do total, seguidos por Água e Luz (10,14%), outros setores (9,82%) e comércio (8,12%). O levantamento também traz a avaliação de dirigentes das entidades responsáveis pelos dados. O presidente da CNDL relaciona o avanço da inadimplência, entre outros fatores, aos juros elevados e ao comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas, destacando que a renegociação não elimina a pressão das despesas cotidianas e dos demais compromissos. O presidente do SPC Brasil afirma que os programas de renegociação, embora importantes, não resolvem isoladamente o endividamento, considerando que o acúmulo de contas em diferentes instituições, os juros e a limitação do orçamento dificultam o cumprimento dos acordos e favorecem a reincidência.
FONTE ORIGINAL:
https://cenariomt.com.br/economia/quase-metade-da-populacao-adulta-do-centro-oeste-esta-negativada-aponta-levantamento
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