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Bancos abrem temporada do 3T26 com crédito sob pressão; o que esperar de Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil?
Publicado em: 20/10/2026 12:42
A temporada de balanços dos grandes bancos do Brasil se inicia sob a expectativa de um cenário ainda difícil para o crédito. Sinais de melhora em algumas frentes convivem com a atenção dos analistas a indicadores de inadimplência, custo de risco e à capacidade das instituições de sustentar a rentabilidade. O calendário abre com o Bradesco, seguido pelo Santander Brasil, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O consenso de mercado aponta lucros líquidos ajustados e ROE distintos entre as instituições, com o Itaú apresentando os maiores números projetados e o Banco do Brasil os menores, enquanto o BTG Pactual é o único com ROE projetado acima de 25%. A avaliação de consultorias como o Citi é que os bancos privados devem manter postura mais seletiva na concessão de crédito para preservar a qualidade das carteiras. O Itaú BBA espera mensagens mais cautelosas diante das incertezas sobre atividade econômica e capacidade de pagamento de famílias e empresas. Segmentos como pequenas e médias empresas, agronegócio e clientes de menor renda devem continuar pressionando o custo de risco do setor. Para o Goldman Sachs, a deterioração de algumas carteiras pode ampliar discussões sobre geração de capital e rentabilidade entre os incumbentes. No Bradesco, a expectativa é de continuidade da recuperação dos resultados, com a evolução da inadimplência e da qualidade da carteira ainda no radar do mercado. Pressões em algumas carteiras tendem a ser parcialmente compensadas pela migração para linhas com garantias e menor risco, enquanto receitas de tarifas e operações de mercado ajudam a sustentar os resultados. O aumento de capital de R$ 10 bilhões deve pressionar temporariamente a rentabilidade. No Santander, a projeção é de trimestre mais fraco, com margens financeiras menos favoráveis e custo de crédito elevado, apesar da expansão da carteira. A estratégia de reduzir exposição a segmentos de maior risco deve concentrar o crescimento em crédito imobiliário e clientes de maior renda, com perda de participação de operações voltadas à baixa renda, efeitos que ainda não devem aparecer de forma clara em inadimplência e provisões. O Itaú segue como o desempenho mais consistente da temporada, apoiado em expansão da carteira, margem financeira resiliente, qualidade dos ativa estável e disciplina de custos, com provisões avançando em linha com o crescimento dos empréstimos. O Banco do Brasil chega ao último na agenda pressionado pela carteira de crédito rural, onde a inadimplência no agronegócio exige provisões elevadas e a recuperação de créditos em atraso avança gradualmente; a prioridade à renegociação de dívidas de produtores ajuda a reduzir riscos, mas pode limitar a expansão da carteira no curto prazo.
FONTE ORIGINAL:
https://www.moneytimes.com.br/bancos-abrem-temporada-do-3t26-com-credito-sob-pressao-o-que-esperar-de-bradesco-santander-itau-e-banco-do-brasil-miql
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