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Parcerias com bancos ganham espaço na estratégia das fintechs
Publicado em: 20/10/2026 10:53
Executivos do mercado financeiro avaliam que há menos espaço para a disrupção e mais oportunidades de parceria entre fintechs e grandes bancos, à medida que as instituições tradicionais ampliam suas estruturas de tecnologia. A avaliação foi feita durante o evento "Fintech View", realizado em São Paulo no dia 15/10, em que especialistas apontaram oportunidades em nichos da cadeia financeira e na oferta de soluções de infraestrutura para o setor. Segundo os palestrantes, os bancos contam hoje com grandes centros de tecnologia, o que dificulta que sejam facilmente "disruptados". Carolina Morandini, diretora do Fintech Innovation Lab Latam da Accenture, afirmou que o crescimento das fintechs está muito mais ligado à colaboração com instituições financeiras e à construção de escala de forma sustentável do que a uma nova onda de disrupção. Parcerias ajudam fintechs a ganhar escala, especialmente na transição entre a prova de conceito e a expansão. Bancos oferecem acesso à base de clientes, legitimidade e oportunidades de negócio, enquanto as fintechs contribuem com agilidade e soluções específicas. Sergio Costantini, presidente da ABFintechs, destacou que uma fintech não precisa necessariamente virar um grande banco para se viabilizar — pode buscar a escala necessária em um nicho dentro de uma instituição de grande porte. Os executivos também observaram que nenhuma empresa atende a toda a cadeia financeira, ampliando o espaço para parcerias em diferentes segmentos. Diante da perspectiva de redução do número de fintechs em meio a aperto regulatório, empresas que permanecerem no mercado podem encontrar oportunidades em deficiências das grandes instituições, como a oferta de crédito para pequenas empresas ("PJotinhas"). Renata Petrovic, responsável pela área de inovação do Bradesco e líder do Inovabra, destacou que crédito, trilhos de pagamentos internacionais, cyber e tecnologia voltada à execução com IA são áreas fortes. Ela também apontou que investimentos se concentraram em infraestrutura de crédito — motores de decisão, infraestrutura de dados e conexões entre plataformas — em vez da interface em si. O embedded finance ganha força ao permitir a integração de serviços financeiros a ecossistemas de terceiros. O cenário econômico mais restritivo e critérios mais rigorosos para alocação de capital tornaram os investimentos mais seletivos. Startups e fintechs precisaram adaptar seus modelos de negócio, com foco em crescimento sustentável. Segundo Petrovic, houve maior concentração de capital em IA a nível global, mas no Brasil as fintechs de crédito atraem investimentos principalmente em infraestrutura, não na interface.
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/parcerias-com-bancos-ganham-espaco-na-estrategia-das-fintechs
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