IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Juros do crédito rural quase dobram em quatro anos e levam inadimplência a recorde, aponta Cepea

Publicado em: 20/10/2026 09:12
Juros do crédito rural quase dobram em quatro anos e levam inadimplência a recorde, aponta Cepea
A taxa média dos financiamentos rurais contratados por pessoas físicas subiu de 6,3% para 12,2% ao ano entre 2021 e 2025, segundo estudo do Cepea (Esalq/USP). No mesmo intervalo, o gasto anual estimado com juros passou de R$ 34 bilhões para R$ 99 bilhões e passou a consumir 11,4% da renda da agropecuária, ante 3,9% em 2021. O trabalho aponta a alta dos juros como uma das principais causas do avanço da inadimplência no crédito rural. A inadimplência do crédito rural de pessoas físicas saltou de 0,8% do saldo em dezembro de 2022 para 9,7% em agosto de 2026, maior nível da série histórica do Banco Central. Segundo os pesquisadores, o problema não decorre do tamanho da dívida em relação à renda: em 2025, o estoque equivalia a 94% da renda anual da agropecuária, dentro da faixa de 2013 a 2019, período em que a inadimplência era cerca de um terço da atual. O que mudou, conforme o estudo, foi o custo do dinheiro e a origem dos recursos. Operações com juros livres, como as vinculadas às Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), representavam 5% do crédito rural em 2013 e chegaram a quase metade do total em 2023, acompanhando a Selic e ampliando a exposição dos produtores. Essas linhas concentram 77% do saldo em atraso, com inadimplência de 17,6%, contra 3,8% nas linhas com juros controlados. A pressão é maior sobre produtores de grãos, com preços reais 28% abaixo dos de 2021 e relação de troca entre grãos e fertilizantes no pior nível da série. Investimentos feitos entre 2020 e 2022 começam a vencer em cenário de juros altos e rentabilidade menor, enquanto na pecuária as condições de mercado são descritas como mais favoráveis. Além das dívidas em atraso, a carteira problemática somava R$ 205 bilhões em agosto, ou 23,8% do saldo total, com cerca de três quartos desse valor em operações renegociadas ou prorrogadas que não aparecem nas estatísticas de inadimplência. Até 5 de outubro, a Medida Provisória 1.376/2026 havia permitido renegociar R$ 5,98 bilhões, cerca de 5% do valor estimado. Os pesquisadores defendem soluções que considerem a situação de cada propriedade, separando quem enfrenta falta momentânea de caixa de quem não tem capacidade de pagamento, em vez de alongar dívidas de forma generalizada.
FONTE ORIGINAL:
https://agrimidia.com.br/suinocultura-industrial/2026/10/20/juros-do-credito-rural-quase-dobram-em-quatro-anos-e-levam-inadimplencia-a-recorde-aponta-cepea
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%