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Ministro prevê renegociação de R$ 90 bilhões na terceira fase do programa Desenrola
Publicado em: 21/10/2026 20:13
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que instituições financeiras poderão ofertar até R$ 90 bilhões em créditos inadimplidos para renegociação na fase inicial do Desenrola 3.0. O edital de chamamento de bancos e demais entidades será lançado na quarta-feira (21), dando início à fase de habilitação de instituições e fundos interessados na alienação de carteiras de crédito à União. O dispêndio máximo projetado para a aquisição da totalidade desse montante alcançaria R$ 9 bilhões, com base no deságio mínimo de 90% estipulado pela iniciativa. Os credores terão cinco dias úteis para declarar o montante de obrigações financeiras que pretendem disponibilizar. Esta fase não constitui convocação para que devedores renegociem seus débitos, configurando apenas um mecanismo para mensurar o apetite dos credores e o volume de dívidas segmentado por faixas de renda. O chamamento público abrangerá bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). A administração federal planeja priorizar devedores de baixa renda e microempreendedores individuais (MEIs). Caso o volume de obrigações relativas a essa parcela da população fique aquém do projetado, o governo poderá absorver um volume maior de créditos vinculados a rendas mais elevadas. O Desenrola 3.0 foi instituído por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro. Os critérios de elegibilidade incluem dívidas de até R$ 10 mil, atrasos entre 720 e 1.645 dias, débitos de cartão de crédito (rotativo e parcelado) e de crédito pessoal sem consignação em folha, abrangendo pessoas físicas e MEIs. Na ocasião do lançamento da política, o governo estimou que o montante global de dívidas elegíveis alcançaria R$ 150 bilhões, demandando aporte financeiro aproximado de R$ 15 bilhões. A estimativa de R$ 90 bilhões reflete a expectativa preliminar de passivos que os credores estarão aptos a ofertar na primeira chamada. Concluído o leilão — previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para início de dezembro —, os créditos incorporados pelo poder público serão ofertados aos devedores para renegociação, mediante repasse integral das vantagens obtidas na aquisição das carteiras. O consumidor poderá quitar o débito à vista ou parcelar o pagamento, com juros no caso de parcelamento. Prazos, encargos financeiros e demais diretrizes operacionais permanecem sujeitos a deliberações do Conselho Monetário Nacional (CMN) e à edição de atos normativos complementares. Questionado sobre a perenidade da política pública independentemente do desfecho do pleito presidencial, Durigan afirmou que a iniciativa tem caráter permanente de política pública. O titular da Fazenda também rechaçou propostas voltadas ao congelamento temporário de passivos, classificando tais medidas como "uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro". A etapa seguinte consistirá na auditoria e processamento das carteiras apresentadas pelos credores, após o que a Pasta definirá o volume efetivo de passivos a ser adquirido.
FONTE ORIGINAL:
https://sb24horas.com.br/ministro-preve-renegociacao-de-r-90-bilhoes-na-terceira-fase-do-programa-desenrola
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