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Lucro dos bancos fica sob pressão com alta da inadimplência e preocupa mercado para 2027
Publicado em: 21/10/2026 17:00
Os principais bancos brasileiros devem enfrentar um terceiro trimestre de 2026 mais difícil, com pressão sobre os lucros, aumento das despesas para cobrir calotes e menor ritmo de concessão de crédito. Analistas avaliam que a combinação de juros elevados, endividamento das famílias e dificuldades financeiras de empresas pode comprometer a rentabilidade do setor também em 2027. Dados do Banco Central referentes a agosto mostram que a parcela dos empréstimos com atraso superior a 90 dias chegou a 5,04% do crédito do sistema financeiro, o maior nível da série mencionada. Entre pessoas físicas, a inadimplência atingiu 6,03%, e nas empresas o indicador chegou a 3,35%, maior patamar desde 2017. O custo do crédito é apontado como o principal fator de pressão: quando mais clientes deixam de pagar, os bancos reservam recursos para cobrir perdas potenciais, o que reduz o resultado líquido. Para reduzir a exposição, instituições podem endurecer critérios de concessão, limitar empréstimos a clientes mais arriscados e priorizar operações com garantias — postura que ajuda a controlar calotes, mas pode desacelerar a expansão da carteira e limitar o crescimento das receitas financeiras. A provisão para devedores duvidosos (PDD) corresponde aos valores reconhecidos para cobrir perdas esperadas em operações de crédito e pode reduzir o lucro divulgado antes mesmo de as perdas se materializarem. A Resolução CMN nº 4.966, que alterou as regras contábeis aplicáveis aos instrumentos financeiros, reforça o reconhecimento de perdas esperadas de crédito e pode influenciar o volume de provisões e a comparação entre resultados de períodos diferentes. As projeções compiladas pela Bloomberg e divulgadas antes da temporada de resultados indicam diferenças importantes entre instituições: Itaú, BTG Pactual e Nubank aparecem entre os mais resilientes nas estimativas, enquanto Santander, Bradesco, Banco do Brasil — com exposição ao agronegócio — e o Nubank, com base ampla e operações sem garantia, enfrentam distintos níveis de exposição a perdas. Trata-se de previsões, não de resultados confirmados. Investidores acompanharão a temporada de balanços observando custo do risco, evolução dos empréstimos em atraso, crescimento das carteiras e projeções das próprias instituições, indicadores que ajudam a avaliar se a piora perde força ou se será necessário revisar expectativas de resultados para 2027. As medidas de renegociação de dívidas rurais previstas na MP 1.376 também estão no radar, com efeitos dependentes de implementação e adesão dos produtores. Os principais indicadores citados incluem a inadimplência acima de 90 dias (5,04%), pessoas físicas (6,03%) e empresas (3,35%), além de projeções de ROE variando de 7,4% (Banco do Brasil) a 32,7% (Nubank) para o trimestre.
FONTE ORIGINAL:
https://seucreditodigital.com.br/lucro-dos-bancos-pressao-inadimplencia
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