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Não é frete nem preço baixo. A nova briga entre Shopee e Mercado Livre é no crédito

Publicado em: 21/10/2026 11:48
Não é frete nem preço baixo. A nova briga entre Shopee e Mercado Livre é no crédito
O Mercado Pago, braço financeiro do Mercado Livre, gerou lucro líquido estimado em US$ 873 milhões (R$ 4,7 bilhões) no Brasil nos 12 meses até o primeiro semestre de 2026, segundo estimativa do Itaú BBA, com alta de 52% em dólar constante. Crédito e pagamentos ganharam peso no resultado consolidado da companhia, e a carteira de crédito brasileira cresceu cerca de 74% em dólar constante na comparação anual. O banco aponta três fatores para o avanço dos resultados: a rentabilidade do crédito, com NIMAL estimado em aproximadamente 36%; a melhora da rentabilidade das safras mais maduras de cartões, especialmente as originadas em 2024 e 2025; e o crescimento dos pagamentos processados, com TPV avançando a taxa composta anual de 29% entre o primeiro semestre de 2023 e o primeiro semestre de 2026. A participação do Mercado Pago no mercado brasileiro de pagamentos chegou a 10% no primeiro semestre de 2026. Sobre qualidade de carteira, o indicador de recebíveis que passaram para atraso de 90 a 180 dias ficou em 8,9% no primeiro semestre de 2026, melhora de 3,1 pontos percentuais em um ano. O Itaú BBA ressalva que a composição da carteira mudou ao longo do tempo e que o crescimento mais rápido dos cartões pode estar contribuindo para essa evolução, não sendo possível atribuir toda a melhoria exclusivamente à qualidade do crédito. A Shopee também acelera sua operação financeira no Brasil: a carteira de empréstimos alcançou US$ 1,8 bilhão em setembro de 2026, alta de 194% no ano, com NIMAL estimado em cerca de 27% e lucro líquido de aproximadamente US$ 200 milhões em 2025. A empresa já financia cerca de 10% de seu GMV no país por meio de BNPL, ante 18% a 20% do GMV brasileiro do Mercado Livre financiado por BNPL e cartões do Mercado Pago. O Itaú BBA estima ainda que Mercado Livre e Nubank responderam juntos por mais de 51% do crescimento da carteira brasileira de cartões nos 12 meses até o segundo trimestre de 2026. No crédito ao consumidor e ao comerciante, o banco aponta NIMAL consolidado de cerca de 37% para o Mercado Livre e de aproximadamente 19% para o Nubank, enquanto a métrica de cartões aparece em cerca de -5% para o Mercado Livre consolidado e 20% para o Nubank.
FONTE ORIGINAL:
https://exame.com/invest/mercados/nao-e-frete-nem-preco-baixo-a-nova-briga-entre-shopee-e-mercado-livre-e-no-credito
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