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Bancos vão apresentar resultados mais fracos no 3º tri com inadimplência em alta
Publicado em: 21/10/2026 08:39
O índice de empréstimos em atraso há mais de 90 dias atingiu 5,04% de todo o crédito do sistema financeiro em agosto, segundo dados do Banco Central — novo recorde. Em pessoas físicas, o indicador chegou a 6,03%, também recorde, e em pessoas jurídicas a 3,35%, o maior nível desde 2017 na série histórica iniciada em 2011. Analistas apontam cenário macro desafiador, marcado por juros mais altos por mais tempo e por preocupações com um possível ciclo de crédito mais difícil em 2027. A expectativa é de que os bancos privados tenham reduzido o ritmo de empréstimos entre julho e setembro, o que comprime os ganhos, e de que a PDD (provisão contra devedores duvidosos) tenha aumentado, como contrapartida a cortes nos demais gastos operacionais. O Goldman Sachs calcula que 60% da piora no cenário decorre da deterioração do crédito e 40% da mudança contábil da Resolução 4966 do Banco Central, que exige que os bancos calculrem a PDD com base em perda esperada e não em perda incorrida. Com menos empréstimos, a margem financeira também tende a ficar pressionada. O atraso de clientes do agronegócio segue pesando, já que o alívio das medidas de repactuação, como a MP 1376, ainda não teve grande impacto por valer mais para o fim do trimestre. O Citi espera provisões elevadas no Banco do Brasil, com o maior fatia do segmento agro, enquanto o BTG é visto como provável destaque positivo na temporada de balanços. Baixa renda e pequenas e médias empresas permanecem como pontos de atenção, e bancos mais expostos a esses clientes tendem a aumentar a PDD, como Nubank e Bradesco. No Nubank, os empréstimos sem garantia são contrabalançados pela curta duração da carteira e por rentabilidade acima dos pares; no Bradesco, a priorização de linhas com garantia deve funcionar como amortecedor. O mercado espera que o cenário adverso se prolongue até 2027, refletido no tom cauteloso esperado dos banqueiros nas apresentações de resultados quanto às perspectivas futuras, especialmente no crédito para famílias e para pequenas e médias empresas. (Fonte: Folha SP / FEEB PR)
FONTE ORIGINAL:
https://www.feebpr.org.br/noticias/bancos-vao-apresentar-resultados-mais-fracos-no-3-tri-com-inadimplencia-em-alta
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