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PCDF desarticula pirâmide financeira com fachada no Caribe e prejuízos milionários

Publicado em: 09/07/2026 17:38
PCDF desarticula pirâmide financeira com fachada no Caribe e prejuízos milionários
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Quéops para desarticular um esquema de pirâmide financeira que lesou empresários e investidores no DF e em outros estados. O grupo utilizava uma suposta empresa sediada em São Vicente e Granadinas, no Caribe, para transmitir credibilidade e prometia altos rendimentos em criptomoedas e ativos do mercado internacional, sem autorização para atuar no Brasil. A captação de vítimas ocorria por meio de anúncios patrocinados em redes sociais, que direcionavam interessados a cadastros. Em seguida, supostos consultores financeiros ofereciam aplicações com rentabilidade acima do mercado. Para reforçar a aparência de legitimidade, os criminosos orientavam os investidores a instalar programas de acesso remoto e utilizavam plataformas que simulavam gráficos e saldos positivos, estimulando novos aportes. No momento do resgate, as vítimas eram submetidas a cobranças sucessivas de taxas, impostos e custos administrativos sob o pretexto de liberar os recursos. Mesmo após os pagamentos, os valores permaneciam indisponíveis. A investigação teve início após uma empresária do DF reportar prejuízo de aproximadamente R$ 245 mil. A análise financeira revelou que os recursos não eram enviados à empresa estrangeira, mas distribuídos entre contas ligadas aos investigados e empresas de fachada, além de operações com criptoativos para dificultar o rastreamento. Foram identificadas incompatibilidades entre renda declarada e volumes movimentados, incluindo um investigado que moveu milhões antes dos 23 anos e uma empresa com capital social de R$ 1 mil responsável por movimentações milionárias. Três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão foram cumpridos em Santa Maria (RS) e Manaus (AM). A operação foi conduzida pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), da Coordenação de Repressão às Fraudes (Corf). Os investigados podem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e manutenção de esquema de pirâmide financeira.
FONTE ORIGINAL:
https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/pcdf-desarticula-esquema-de-piramide-financeira-sediada-no-caribe/
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