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Macro pesa e Bradesco perde fôlego no 3º tri

Publicado em: 22/10/2026 20:56
Macro pesa e Bradesco perde fôlego no 3º tri
O Bradesco reportou um terceiro trimestre considerado fraco pelo mercado, com lucro de R$ 7,1 bilhões, crescimento de 0,8% no trimestre e 14,6% na comparação anual. O número ficou em linha com o consenso, mas analistas apontaram que se trata de um "consenso ruim". O ROE alcançou 15,6%, ou 16,1% desconsiderando o aumento de capital recente de R$ 10 bilhões, frente a 16,2% no segundo trimestre. A carteira de crédito cresceu 1,1% na comparação sequencial e 11,1% em doze meses, ritmo menor que em trimestres anteriores. A inadimplência total acima de 90 dias subiu para 4,6%, ante 4,3% em junho e 4,1% em setembro de 2025. Na carteira de pessoas físicas, a taxa avançou para 5,8%, e nas PMEs chegou a 4,9%. Parte desse aumento se origina em linhas com fundos garantidores FGI e FGO — cujas garantias só são liberadas entre 120 e 180 dias após a inadimplência do crédito — e houve problemas também na carteira rural, com impacto para pessoas físicas, segundo o banco. Diante dos riscos macro, a expansão do crédito está concentrada em linhas com mais garantias, que representaram 61,2% do total de empréstimos, ante 59,5% no mesmo período de 2025. Essas linhas geralmente são menos rentáveis, o que fez a margem com clientes crescer menos que o esperado. A margem das operações de crédito pós-PDD caiu para 4,2%, e as provisões aumentaram 7% no trimestre e 24% na comparação anual. O CEO Marcelo Noronha afirmou que existe pressão geral na inadimplência e no custo de crédito no mercado brasileiro, mas destacou que o mix do banco é diferente de anos anteriores e que a carteira está mais protegida e controlada. O banco registrou controles de despesas com queda de 0,7% no trimestre e aumento de receitas de serviços, o que melhorou o índice de eficiência operacional para 45%. O índice de capital principal subiu de 11,3% para 12,1% após o aumento de capital. O balanço da seguradora também apresentou resultado mais fraco: o resultado de operações de seguros, previdência e capitalização somou R$ 5,6 bilhões no terceiro trimestre, com queda de 9% no trimestre e 2% na comparação anual. Segundo o CEO da Bradseg, Ney Dias, a sinistralidade aumentou por questões sazonais e o resultado financeiro foi pressionado por IPCA menor. A acumulação de nove meses mostrou crescimento de 9% no resultado e 18% no lucro.
FONTE ORIGINAL:
https://braziljournal.com/macro-pesa-e-bradesco-perde-folego-no-3-tri
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