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Confiança do consumidor volta a subir após duas quedas

Publicado em: 22/10/2026 15:13
Confiança do consumidor volta a subir após duas quedas
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador mensurado pela Fecomércio-SP, recuou 0,2% em setembro e chegou a 110,7 pontos, na sétima queda mensal consecutiva da sequência iniciada em março. O índice permaneceu acima da linha de neutralidade (100 pontos) e avançou 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 0,2%, para 121,1 pontos, após duas quedas mensais consecutivas, com alta de 9,9% na comparação interanual. O quadro combina avaliação favorável de condições presentes com perda de dinamismo na trajetória recente. Emprego e renda seguem como principais fatores de sustentação do ICF, sustentados pela resiliência do mercado de trabalho. Em contrapartida, as expectativas profissionais deterioram-se e o consumo atual recua, enquanto a perspectiva de consumo apresenta avanço consecutivo. O momento para compra de bens duráveis avançou no mês e no ano, mas permanece abaixo dos 100 pontos, indicando avaliação ainda desfavorável das condições para aquisição de produtos de maior valor agregado. No componente acesso ao crédito, o indicador subiu 0,2% em setembro, para 112,8 pontos, com alta de 9,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, sinalizando melhoria na percepção dos consumidores quanto às condições de obtenção de financiamento. A Fecomércio-SP avaliou que iniciativas de renegociação de dívidas, como o programa Desenrola, podem contribuir para a regularização financeira dos consumidores e favorecer a recuperação da capacidade de acesso ao crédito. O material registra, contudo, que isso não significa expansão efetiva do crédito nem redução do seu custo: o comprometimento da renda com dívidas e encargos financeiros e as condições ainda restritivas de financiamento seguem limitando a expansão do consumo familiar. Para o varejo, o cenário aponta para continuidade de uma demanda mais seletiva, com consumidores atentos a preços, condições de pagamento e ao impacto das novas compras sobre o orçamento doméstico. A manutenção do emprego e da renda, somada ao alívio das restrições financeiras e à melhoria das expectativas, é apresentada como o conjunto de elementos associado a uma recuperação sustentada da intenção de consumo. Mesmo diante de eventual flexibilização monetária, os efeitos sobre o custo do crédito e as decisões de consumo tendem a ocorrer de forma gradual, segundo a leitura da entidade.
FONTE ORIGINAL:
https://monitormercantil.com.br/confianca-do-consumidor-volta-a-subir-apos-duas-quedas
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