Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Análise: Basileia pode mudar a alocação dos bancos em FIDCs? Entenda o que está em jogo
Publicado em: 22/10/2026 15:00
O sistema financeiro brasileiro registra mudança na dinâmica de atuação dos bancos comerciais no mercado de crédito. Tradicionalmente focados na concessão direta de empréstimos a empresas e famílias, as instituições bancárias passam a figurar como investidores institucionais em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), alocando recursos em cotas da classe sênior. Essa movimentação decorre da estrutura de alocação de capital e gerenciamento de risco definida pelas normas do Banco Central do Brasil. Na concessão direta de crédito, a exigência de capital regulatório sob critérios do Acordo de Basileia impõe fator de ponderação de risco equivalente ao valor total da operação (índice 1,0). Ao aportar capital em cotas sênior de um FIDC, a ponderação de risco cai para 0,25, reduzindo em 75% a necessidade de reserva de capital regulatório frente à modalidade tradicional de empréstimo direto. A preferência pela classe sênior dos fundos de recebíveis está atrelada à estrutura de mitigação de risco dessas operações. Os FIDCs possuem divisão de cotas entre sênior, mezanino e subordinada. As cotas subordinadas são detidas pelos cedentes ou organizadores da estrutura e funcionam como garantia primária: perdas e inadimplências do portfólio de direitos creditórios são absorvidas primeiro por elas, preservando o valor patrimonial e o rendimento das cotas sênior. O volume de recursos administrado pelo sistema bancário brasileiro atinge o patamar de R$ 14 trilhões, dos quais cerca de R$ 6,5 trilhões a R$ 7 trilhões destinam-se à carteira de crédito direta. O restante permanece aplicado em títulos públicos e operações compromissadas, em decorrência dos critérios de conservação de capital e gestão de risco adotados pelas instituições. Com a expansão do mercado de capitais e a descentralização da oferta de crédito, a alocação bancária em FIDCs atende à busca por rentabilidade e ao cumprimento de limites operacionais impostos pela regulação. Os bancos utilizam a capacidade de originação de gestoras especializadas, empresas do setor produtivo e plataformas de tecnologia financeira, transferindo para a estrutura do fundo e para as cotas de subordinação a gestão primária do risco de inadimplência dos devedores. Projeção para a próxima década aponta que os bancos comerciais se consolidarão como os maiores cotistas e financiadores da indústria de FIDCs. Embora alterações regulatórias tenham permitido o avanço do público de varejo nessa classe de ativos, a maior parcela do volume financeiro permanece sob domínio dos alocadores profissionais e institucionais. A conjunção entre regulação de capital do Banco Central, presença de cotas de absorção de perdas e elevado volume de liquidez retido no sistema direciona o capital das instituições para o mercado de fundos de recebíveis.
FONTE ORIGINAL:
https://www.moneytimes.com.br/analise-basileia-pode-mudar-a-alocacao-dos-bancos-em-fidcs-entenda-o-que-esta-em-jogo
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x