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Vença Lula ou Flávio Bolsonaro, economia brasileira desacelera em 2027, diz Fitch

Publicado em: 22/10/2026 14:45
Vença Lula ou Flávio Bolsonaro, economia brasileira desacelera em 2027, diz Fitch
A Fitch Ratings projeta desaceleração da economia brasileira em 2027, independentemente do resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo a agência, o PIB deve crescer 1,9% em 2026 e avançar de forma mais lenta em 2027, com os juros elevados e uma política fiscal mais restritiva limitando a atividade econômica. O próximo governo teria pouco espaço para ampliar gastos públicos, diante de um déficit que supera 8% do PIB e de uma dívida pública acima de 80% do tamanho da economia. No plano monetário, a Selic, hoje em 13,75% ao ano, deve encerrar 2026 em 13,50% e chegar a 11,75% ao fim de 2027, conforme as projeções da agência. A Fitch indica que o Banco Central deve manter postura restritiva, com expectativas de inflação acima da meta de 3% e inflação de serviços próxima de 6% há cerca de um ano. Um ajuste mais intenso nas contas públicas poderia abrir caminho para cortes maiores nos juros, mas a cautela tende a prevalecer. No segmento de crédito, o relatório aponta taxas reais acima da média histórica, encarecendo empréstimos e financiamentos para famílias e empresas. O percentual da renda do setor privado destinado ao pagamento de débitos atingiu o maior nível em mais de 20 anos, combinando crédito caro e endividamento elevado que reduzem o consumo e limitam investimentos. A Fitch também registra avanço da inadimplência, com destaque para o segmento corporativo. Mudanças nas regras contábeis explicam parte desse crescimento, mas a agência identifica também piora na capacidade de pagamento dos devedores. Ao mesmo tempo, o ritmo de expansão do crédito perdeu força, sinal de deterioração das condições financeiras de famílias e empresas. No mercado de trabalho, a criação de empregos avança em velocidade menor, embora os salários continuem subindo e a desemprego permaneça próximo dos menores níveis da série histórica, o que reduz o espaço para novas contratações. Nesse cenário, consumo privado e investimentos devem ser os principais responsáveis pela desaceleração em 2027, enquanto exportações e gastos do governo devem apresentar maior resistência ao enfraquecimento da atividade.
FONTE ORIGINAL:
https://bpmoney.com.br/economia/fitch-pib-perde-forca-2027-selic-1350-2026
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