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Confiança do consumidor sobe em setembro, mas endividamento limita consumo
Publicado em: 22/10/2026 13:23
O Índice de Confiança do Consumidor paulistano voltou a subir em setembro, após duas quedas mensais consecutivas, avançando 0,2% para 121,1 pontos e registrando alta de 9,9% na comparação anual. A recuperação foi sustentada pela melhora na avaliação das condições econômicas atuais, enquanto as expectativas para os próximos meses recuaram levemente, mantendo a percepção do presente cercada de cautela diante do custo do crédito, do endividamento e das restrições ao orçamento familiar. Em sentido contrário, a Intenção de Consumo das Famílias recuou 0,2% para 110,7 pontos, na sétima queda mensal consecutiva desde março, embora permaneça acima da linha de neutralidade de 100 pontos e acumule avanço de 4,6% em doze meses. O Índice das Condições Econômicas Atuais subiu 0,9% para 115,6 pontos, com alta em todos os segmentos pesquisados, exceto entre consumidores com menos de 35 anos, no qual caiu 2,1%. Já o Índice de Expectativas do Consumidor recuou 0,2% para 124,8 pontos, reduzindo a diferença em relação ao subíndice de condições presentes. A leitura por faixa etária mostrou divergência: entre consumidores com 35 anos ou mais, a confiança aumentou 4,6% para 119,5 pontos, revertendo a queda de agosto, enquanto entre os mais jovens o índice recuou 2,2% para 122,1 pontos. Na comparação anual, todos os grupos apresentaram crescimento, com destaque para o grupo de 35 anos ou mais, com alta de 15,9%, as mulheres, com 13,5%, e famílias com renda de até dez salários mínimos, com 11,5%. Na Intenção de Consumo, o emprego atual permaneceu como componente mais bem avaliado, com leve queda de 0,1% para 141,2 pontos e avanço de 4,8% em doze meses, e a renda atual recuou 0,1% para 137 pontos, com alta anual de 2,6%. A perspectiva profissional, por sua vez, caiu 1,7% para 108,8 pontos, na quarta queda mensal consecutiva, com retração de 9,4% na comparação anual. O momento para compra de bens duráveis avançou 0,8% para 80,9 pontos, permanecendo abaixo de 100, e o acesso ao crédito subiu 0,2% para 112,8 pontos, com crescimento anual de 9,3%, sem representar necessariamente expansão efetiva do crédito ou redução do seu custo. O nível de consumo atual caiu 1,3% para 86,9 pontos, na segunda retração mensal consecutiva, enquanto a perspectiva de consumo avançou 1,1% para 107,3 pontos, com alta de 12,8% em doze meses, o 13º avanço consecutivo. A leitura conjunta indica que a melhora da confiança ainda não se traduz em recuperação consistente do consumo, apontando para demanda mais seletiva no varejo, com atenção a preços, condições de pagamento e orçamento doméstico. A leitura aponta, ainda, que parte dos recursos do décimo terceiro salário poderá ser direcionada ao pagamento de dívidas em vez de novas aquisições.
FONTE ORIGINAL:
https://mercadoeconsumo.com.br/22/10/2026/economia/confianca-do-consumidor-sobe-em-setembro-mas-endividamento-limita-consumo
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