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Inadimplência das empresas bate novo recorde no Brasil, diz Serasa Experian

Publicado em: 22/10/2026 09:28
Inadimplência das empresas bate novo recorde no Brasil, diz Serasa Experian
O número de empresas brasileiras inadimplentes alcançou 9,3 milhões em agosto de 2026, recorde da série histórica mensal da Serasa Experian, com alta de 14,3% na comparação com o mesmo mês de 2025. Foram registradas 68,2 milhões de dívidas negativadas, que somavam R$ 244,4 bilhões. Em média, cada empresa acumulava 7,4 contas negativadas, com dívida média de R$ 26.355,13 por CNPJ e valor médio de R$ 3.583,96 por débito. O Sudeste concentrou o maior número de empresas negativadas, liderado por São Paulo, com 3.173.156 companhias. Minas Gerais apareceu em seguida, com 927.374 empresas, seguido pelo Rio de Janeiro (879.915), Paraná (613.012) e Rio Grande do Sul (539.319). As micro e pequenas empresas responderam pela maior parcela da inadimplência empresarial, com 8,8 milhões de CNPJs e 61,4 milhões de dívidas que somavam R$ 211 bilhões. Nesse grupo, a média era de 7 contas negativadas por empresa, dívida média de R$ 23.902,98 e valor médio de R$ 3.435,34 por débito. Entre os segmentos, os Serviços concentraram 56% das empresas inadimplentes, seguidos pelo Comércio (32%), Indústria (8%) e setor Primário (0,9%). Em relação à origem dos registros negativados, Serviços lideraram com 31,7%, seguidos por bancos e cartões (19,7%), cooperativas (8,5%), utilities (6,7%) e telefonia (6,2%). Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, mais de três quartos dos registros estão ligados a setores não financeiros, indicando que as pendências empresariais se distribuem entre diferentes tipos de credores — sem que isso represente a participação desses setores no valor total das dívidas. A economista atribui a sequência de recordes, principalmente, ao patamar elevado dos juros. Embora a Selic tenha recuado de 15% no início do ano para 14% em agosto e 13,75% no momento da publicação, os cortes ainda não teriam alterado a dinâmica financeira das empresas. Mesmo com juros elevados, a demanda por crédito cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses, e as concessões para capital de giro de curto prazo avançaram 113,9%, movimento associado, na leitura da economista, à necessidade de financiar o caixa e manter a operação, e não à redução do endividamento ou à expansão dos negócios. As micro e pequenas empresas, com menor capacidade de absorver choques, precisam administrar simultaneamente custos operacionais, capital de giro e um ambiente de menor crescimento, o que amplia a importância da gestão financeira e do planejamento, segundo Abdelmalack.
FONTE ORIGINAL:
https://vanguardadonorte.com.br/economia/inadimplencia-das-empresas-bate-novo-recorde-no-brasil-diz-serasa-experian
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