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Bancos podem oferecer até R$ 90 bilhões em dívidas no Desenrola 3.0
Publicado em: 22/10/2026 00:06
As instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0. O edital de chamamento de bancos e fundos será publicado nesta quinta-feira (21), dando início ao processo de habilitação de interessados em vender carteiras de crédito à União. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o custo máximo estimado para a compra desse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa. As instituições terão cinco dias úteis para indicar o volume de débitos que pretendem oferecer. A etapa não constitui convocação para que consumidores renegociem dívidas, mas um procedimento de medição do interesse dos credores e do volume de débitos por faixas de renda. O chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios. Para avançar à etapa seguinte, os credores deverão apresentar carteiras que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto. O processo se divide em chamamento, apresentação das carteiras em cinco dias úteis, definição do leilão com análise do volume apresentado e compra das dívidas. O leilão está previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro. O governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais; caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, poderá comprar mais dívidas de alta renda. Como o programa exige deságio mínimo de 90%, a União pagaria, no máximo, 10% do valor nominal das carteiras adquiridas. O governo não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas: a intenção é estabelecer orçamento para o leilão e estimular concorrência entre credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido. O Desenrola 3.0 foi criado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro e prevê a compra, pela União, de carteiras de crédito com dívidas antigas. Entram débitos de até R$ 10 mil, considerado o valor original, com atrasos entre 720 e 1.645 dias. São elegíveis cartões de crédito, nas modalidades rotativa e parcelada, e crédito pessoal sem consignação em folha. Após o leilão, as dívidas adquiridas poderão ser renegociadas com os devedores, com repasse dos descontos obtidos na compra, e o consumidor poderá quitar à vista ou parcelar. Neste momento, consumidores não precisam procurar os bancos para participar da etapa de chamamento, já que o governo ainda deverá divulgar regras e procedimentos de acesso às renegociações. Fonte da informação original: Agência Brasil, citada no texto original.
FONTE ORIGINAL:
https://www.tribunapr.com.br/noticias/economia/bancos-podem-oferecer-ate-r-90-bilhoes-em-dividas-no-desenrola-3-0
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