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Endividamento: como as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro podem afetar bancos e fintechs

Publicado em: 23/10/2026 17:49
Endividamento: como as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro podem afetar bancos e fintechs
As dívidas das famílias brasileiras são tema central da eleição, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro propondo a renegociação de compromissos atrasados por meio de bancos públicos, com uso da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O governo editou em setembro a medida provisória do Desenrola 3.0, que prevê a compra de carteiras de dívidas atrasadas pela União com desconto mínimo de 90%. Já o plano do senador prevê a compra de dívidas pelo governo e um período de carência antes do devedor voltar a pagar, além de converter a Caixa em um banco voltado a crédito e pequenos negócios. Ao mesmo tempo, o Banco Central estuda novas regras para frear empréstimos a quem já não tem condições de pagar, com atenção especial ao cartão de crédito. Para as fintechs, essas mudanças podem significar novos clientes ou um negócio mais caro e mais restrito, conforme aponta o próprio texto. Os números apresentados mostram o tamanho da pressão sobre o orçamento familiar: quase 29% da renda das famílias vai para parcelas de empréstimos, cartão e financiamentos, o maior valor desde 2011. Segundo o material, o brasileiro não está devendo muito mais do que devia em 2022, mas a parcela destinada apenas aos juros subiu, fazendo com que as famílias paguem mais caro para carregar a mesma dívida. O texto também sinaliza a expansão do crédito direcionado, com regras e taxas fixadas pelo governo, que já soma 44% do total no país segundo o Banco Central. O programa Desenrola renegociou R$ 53 bilhões em dívidas, com alívio posterior diante da alta da Selic e da ausência de mudanças estruturais, enquanto o cartão de crédito cresceu 14,7% em 12 meses, com inadimplência em 7,8% no crédito livre às famílias. O consignado privado para trabalhadores de carteira assinada avançou rapidamente e registrou inadimplência de 10,6% em agosto. Os especialistas ouvidos no material divergem sobre o formato das respostas: parte defende condicionar crédito a menor comprometimento de renda e a melhor uso de dados de crédito, como SCR, cadastro positivo e Open Finance; outra parte alerta para riscos de subsídio público excessivo, de compressão de margens para bancos privados e fintechs e de deslocamento de clientes de menor risco do mercado formal.
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/noticias-sobre-fintechs/endividamento-como-as-propostas-de-lula-e-flavio-bolsonaro-podem-afetar-bancos-e-fintechs
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