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Sem "vento de popa", Bradesco aposta em crédito mais seguro para seguir crescendo

Publicado em: 23/10/2026 11:33
Sem "vento de popa", Bradesco aposta em crédito mais seguro para seguir crescendo
O Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 7,109 bilhões no terceiro trimestre, alta de 14,6% na comparação anual e de 0,8% frente ao trimestre anterior, próximo do consenso de analistas consultados pela Bloomberg. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) alcançou 16,1%, recuo de 0,1 ponto percentual no comparativo trimestral e avanço de 1,4 ponto no anual, considerando o indicador sem o aumento de capital realizado pelo banco. Em contexto de juros elevados, o banco anunciou ajuste na velocidade de expansão das operações, mantendo as prioridades de seu processo de transformação e a expectativa de crescimento do lucro nos próximos trimestres. Para 2027, permanecem no radar da instituição juros elevados, maior endividamento das famílias e pressão sobre a inadimplência. A carteira de crédito expandida avançou 1,1% no trimestre e 11,1% na base anual, chegando a R$ 1,15 trilhão, com prioridade ao crédito com garantias. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, alta de 0,3 ponto percentual sobre o trimestre anterior, ante 4,1% um ano antes. A despesa expandida com provisões para créditos de liquidação duvidosa atingiu R$ 10,64 bilhões, alta de 6,6% no trimestre e de 24,3% na comparação anual, elevando o custo do crédito de 3,5% para 3,7% da carteira. A direção de Relações com Investidores minimizou o avanço da inadimplência, argumentando que boa parte da deterioração está concentrada em operações com garantias, de menor risco de perdas, incluindo operações respaldadas pelos fundos governamentais FGI e FGO — cujos atrasos pressionam os indicadores antes do acionamento das garantias — e pelo Banco John Deere, com garantias de máquinas e terras. Em comparação com o mercado, a inadimplência acima de 90 dias no crédito rural para pessoas físicas foi de 3,1% em agosto, contra 9,7% de média do setor, e no consignado privado passou de 4,9% para 5,4% entre dezembro e agosto, enquanto o indicador de mercado praticamente dobrou, de 5,5% para 10,6%. Em paralelo à cautela de risco, o índice de eficiência caiu de 50% em dezembro para 47,2% em setembro. A margem financeira com clientes cresceu 10,1% em base anual, para R$ 20,5 bilhões, e a margem financeira total avançou 14,2%, enquanto as receitas de prestação de serviços aumentaram 3,1% no ano, para R$ 10,9 bilhões. O banco não divulgou guidance para 2027, mas manteve o horizonte de crescimento. A cerca das 10h35, as ações preferenciais recuavam 2,13%, a R$ 19,79, com alta acumulada de 8,80% no ano, o que levou o valor de mercado a R$ 208,9 bilhões.
FONTE ORIGINAL:
https://neofeed.com.br/negocios/sem-vento-de-popa-bradesco-aposta-em-credito-mais-seguro-para-seguir-crescendo
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