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Programa de renegociação de dívida Desenrola 3 não é prioridade para o Bradesco, diz CEO

Publicado em: 23/10/2026 11:14
Programa de renegociação de dívida Desenrola 3 não é prioridade para o Bradesco, diz CEO
O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a participação do banco no Desenrola 3, nova etapa do programa federal de renegociação de dívidas, não é prioridade para a instituição, embora a proposta esteja em análise. Diferente das etapas anteriores, em que o cidadão negociava diretamente com credores, o governo passará a realizar leilões de compra de carteiras de dívida em atraso de bancos, instituições financeiras e, futuramente, de empresas não bancárias. Segundo Noronha, a equipe de análise do banco não viu mérito em um alto engajamento no programa. Noronha citou que existem outras alternativas e dinâmicas do próprio mercado para lidar com a inadimplência e que a venda de carteiras podres não é estratégia principal do banco no momento. O executivo também afirmou que o cenário eleitoral não altera os planos estratégicos do banco e que uma política fiscal bem ajustada no novo governo levaria a taxa de juros a convergir para um patamar menor no médio prazo. O presidente do Bradesco projetou pressão generalizada na inadimplência e no custo de crédito para o setor financeiro, associando o cenário à projeção de crescimento do PIB de apenas 1% em 2027 e ao elevado comprometimento de renda das famílias. Noronha destacou ainda que o fim da carência do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e do Fundo Garantidor de Operações (FGO) afeta os índices de inadimplência. Com a perda de ritmo no setor agro, o Bradesco reduziu o apetite a risco para pessoas físicas e pequenas e médias empresas rurais, concentrando operações em produtores de grande porte e com boas avaliações de crédito. Para mitigar riscos macroeconômicos, o banco direciona a concessão para carteiras colateralizadas, como crédito imobiliário, consignado e linhas com garantias governamentais. No terceiro trimestre, o Bradesco registrou lucro líquido consolidado de R$ 7,435 bilhões, alta de 33,54% na comparação anual. A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,15 trilhão, com avanço de 11,1% em 12 meses. A inadimplência subiu no período, com a taxa de atraso curto (15 a 90 dias) avançando de 4% em junho para 4,2% em setembro. As despesas com PDD somaram R$ 8,48 bilhões, alta de 24,8% na comparação anual, elevando o custo de crédito anualizado a 3,7%.
FONTE ORIGINAL:
https://www.folhape.com.br/noticia/amp/520081/programa-de-renegociacao-de-divida-desenrola-3-nao-e-prioridade-para-o
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