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Na Casas Bahia, recuperação judicial abre caminho para crédito novo
Publicado em: 23/10/2026 07:06
O Grupo Casas Bahia negocia sua primeira rodada de financiamento DIP (debtor-in-possession financing) após o avanço da recuperação judicial, com expectativa de fechamento em até 30 dias, segundo fontes ouvidas pela publicação. A companhia articula mais de uma linha de crédito com instituições financeiras para sustentar a atividade no período de reestruturação. A negociação mais avançada prevê R$ 200 milhões com o Itaú Unibanco e será a primeira tranche da operação. Pelo menos outras duas operações similares serão necessárias para manter o negócio em dia, e há discussões com ao menos cinco instituições financeiras além do banco. A estratégia inicial de captar cerca de R$ 1 bilhão em uma única operação DIP foi descartada por sua complexidade operacional junto às instituições financeiras. O financiamento DIP tem como função fornecer liquidez imediata à empresa em recuperação judicial, cobrindo despesas essenciais do dia a dia, como folha de pagamento, fornecedores críticos e energia. No caso da Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial foi apresentado em agosto de 2026 com passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões. O processo judicial também envolve o stay period, período de suspensão de determinadas cobranças e execuções contra a empresa para permitir a negociação com credores. A Justiça antecipou os efeitos desse período de 180 dias, diante do risco de danos provocados por bloqueios judiciais de cerca de R$ 9 milhões realizados após o ajuizamento do pedido. Havia ainda uma tutela cautelar concedida em agosto que impediu vencimento antecipado de contratos motivado pela recuperação judicial e vedou retenções extraordinárias de recebíveis. A varejista atribui suas dificuldades financeiras a uma combinação de fatores, incluindo desafios na integração das operações, investimentos em tecnologia, logística e digitalização e aumento do custo de financiamento em ambiente de juros elevados. Entre os objetivos do novo processo está a tentativa de liberar cerca de R$ 2 bilhões contingenciados em processos judiciais e a renegociação de contratos com fornecedores em condições mais favoráveis. Em 2024, a empresa já havia renegociado cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas bancárias por meio de recuperação extrajudicial, operação considerada insuficiente para resolver o desequilíbrio financeiro.
FONTE ORIGINAL:
https://exame.com/insight/na-casas-bahia-recuperacao-judicial-abre-caminho-para-credito-novo/p
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