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Tema econômico das eleições, endividamento cresceu sob Lula e sob Bolsonaro

Publicado em: 24/10/2026 15:56
Tema econômico das eleições, endividamento cresceu sob Lula e sob Bolsonaro
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o total de famílias inadimplentes no Brasil alcançou 5,5 milhões em capitais e no Distrito Federal. A entidade, que considera inadimplentes as famílias com dívidas não pagas no mês da pesquisa, aponta crescimento de 12% no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e de 35% na gestão de Jair Bolsonaro. No fim do governo Bolsonaro eram 4,9 milhões de famílias inadimplentes; no fim da presidência de Michel Temer, 3,6 milhões. O percentual de famílias inadimplentes foi de 23,2% em dezembro de 2015, na gestão de Dilma Rousseff; caiu para 22,8% em dezembro de 2018, no governo Temer; subiu para 30% em dezembro de 2022, com Bolsonaro; e recuou para 29,6% em setembro deste ano, com Lula. Dados da Serasa, com metodologia distinta baseada em CPFs em vez de famílias, indicam 84 milhões de pessoas inadimplentes neste ano, alta de 21% no governo Lula e de 11% no de Bolsonaro. Segundo a Serasa, 42% dos atuais inadimplentes estão nessa condição desde antes de 2016. O endividamento das famílias cresceu 16% durante o governo Lula, enquanto a inadimplência avançou 12%. Para o economista Newton Marques, ex-analista do Banco Central, programas de renegociação como o Desenrola ajudam a explicar essa diferença: o consumidor pode deixar de constar como inadimplente após renegociar, mas continua com o débito a pagar. O cientista político Carlos Melo (Insper) aponta fatores estruturais para o problema, entre eles o crescimento econômico do país baseado em consumo, e não em produtividade. O especialista também menciona a chegada das apostas online (bets) como fator adicional de endividamento, em fases sem regulamentação e depois com regulação considerada insuficiente. A Lei do Superendividamento, em vigor desde 2021, prevê a preservação de parcela da renda para despesas básicas — o chamado "mínimo existencial". O coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública do Distrito Federal, Antônio Carlos Fontes Cintra, considera que a regulamentação desse valor por governos anteriores tornou a lei inaplicável na prática e critica ambos os programas de governo por não abordarem a legislação. Cintra propõe que o mínimo existencial deixe de ser um valor fixo e passe a considerar as características de cada família, com correção pela inflação ou pelo salário mínimo.
FONTE ORIGINAL:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/10/24/tema-economico-das-eleicoes-endividamento-cresceu-sob-lula-e-sob-bolsonaro.ghtm
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