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Sob Lula 4, dívida pública ameaça chegar a 95% do PIB e acende alerta no mercado

Publicado em: 26/10/2026 16:32
Sob Lula 4, dívida pública ameaça chegar a 95% do PIB e acende alerta no mercado
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato não consecutivo reacendeu o alerta sobre as contas públicas brasileiras. A Capital Economics projeta que a dívida bruta do governo geral avance de aproximadamente 82,5% do PIB, em 2026, para cerca de 95% em 2030. Ao mesmo tempo, a consultoria prevê que a taxa Selic permaneça em 13,75% ao ano até o fim de 2026, diante dos riscos fiscais e da possibilidade de desvalorização do real. O cenário aumenta a preocupação de investidores com a capacidade do próximo governo de equilibrar despesas, receitas e crescimento econômico. Embora a hipótese de uma Selic a 18% não represente a projeção central da Capital Economics, a deterioração fiscal pode prolongar os juros elevados e abrir espaço para cenários mais adversos. As expectativas políticas também influenciam a avaliação dos ativos brasileiros e o apetite por risco no mercado financeiro. A principal preocupação dos analistas envolve a trajetória do endividamento federal. Segundo a Capital Economics, a combinação de déficits elevados com despesas crescentes de juros pode levar a dívida bruta a aproximadamente 95% do PIB até o fim do próximo mandato presidencial, ampliando a pressão sobre o orçamento e reduzindo a margem para financiar novas políticas públicas. A consultoria avalia ainda que o atual arcabouço fiscal não conseguiu estabelecer credibilidade suficiente para limitar o crescimento real das despesas. O custo de financiamento do próprio governo entra nesse ciclo: maiores exigências de retorno sobre títulos públicos elevam as despesas financeiras do Tesouro e tornam o ajuste fiscal mais difícil. No câmbio, a desvalorização do real pode elevar o custo de importações e pressionar a inflação, reduzindo o espaço do Banco Central para cortar a Selic. Empresas dependentes de insumos importados ou com dívidas em moeda estrangeira ficariam mais expostas. Na Bolsa, a elevação da percepção de risco tende a pressionar ações sensíveis aos juros e à economia doméstica — bancos, varejistas e construtoras podem enfrentar dificuldades com crédito caro e menor consumo, enquanto exportadoras teriam comportamento dependente da cotação de commodities e da exposição cambial. O desafio do próximo mandato será demonstrar financiamento das políticas públicas sem comprometer a sustentabilidade das contas, com medidas para conter o crescimento das despesas, ampliar a previsibilidade orçamentária e melhorar o resultado primário. A composição da equipe econômica e as primeiras decisões sobre o orçamento de 2027 são apontadas como sinais importantes de confiança para investidores. A trajetória da dívida seguirá dependendo de crescimento econômico, arrecadação e custo dos juros, com impacto direto sobre o prêmio de risco, o custo do crédito e a disposição do setor privado para investir.
FONTE ORIGINAL:
https://guiadoinvestidor.com.br/economia/sob-lula-4-divida-publica-ameaca-chegar-a-95-do-pib-e-acende-alerta-no-mercado
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