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Inadimplência no Maranhão cresce 5,41% em um ano, mostra levantamento do SPC Brasil
Publicado em: 26/10/2026 12:58
O número de consumidores inadimplentes no Maranhão cresceu 5,41% em setembro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento do SPC Brasil. O resultado ficou acima da média da região Nordeste, que registrou alta de 4,58%, e abaixo da média nacional, de 6,97%. Na comparação entre agosto e setembro deste ano, o estado também apresentou crescimento no número de devedores, com variação de 3,04%. Os dados integram o levantamento divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL São Luís). Em relatório anterior, com dados de junho de 2026, o indicador já apontava crescimento de 4% no número de consumidores inadimplentes frente a junho de 2025, alta que também ficou acima da média nordestina, de 3,96%, e abaixo da nacional, de 7,55%. Além do número de consumidores negativados, o volume de dívidas em atraso avança em ritmo mais acelerado. Em setembro de 2026, os débitos em atraso no Maranhão aumentaram 12,27% frente ao mesmo mês de 2025, enquanto os consumidores inadimplentes avançaram 5,41%, diferença de 6,86 pontos percentuais. O crescimento do volume de dívidas no estado ficou acima da média do Nordeste, de 10,40%, e abaixo da nacional, de 13,62%. De agosto para setembro, o volume de débitos em atraso no Maranhão avançou 4,09%, contra alta de 2,44% no Nordeste. Cada consumidor negativado no estado devia, em média, R$ 4.337,62, considerando a soma de todas as suas dívidas. Entre os inadimplentes, 30,97% possuíam débitos de até R$ 500, percentual que sobe para 44,40% quando consideradas dívidas de até R$ 1 mil. O tempo médio de atraso das dívidas alcançou 30,4 meses no Maranhão, e 35,59% dos consumidores negativados estavam inadimplentes havia entre um e três anos. A reincidência permanece como destaque do levantamento: em setembro de 2026, 86,51% das negativações no Maranhão correspondiam a consumidores já presentes nos cadastros de inadimplentes nos 12 meses anteriores, contra 87,34% no relatório de julho, redução de 0,83 ponto percentual. Das negativações do período, 66,03% eram de consumidores que não haviam quitado dívidas anteriores, 20,48% retornaram após sair dos cadastros e 13,49% não tinham restrições no CPF no período. Entre os reincidentes, as mulheres representam 57,39% e os homens 42,61%, com a faixa de 30 a 39 anos concentrando 26,05%.
FONTE ORIGINAL:
https://www.glaucioericeira.com.br/2026/10/inadimplencia-no-maranhao-cresce-541-em-um-ano-mostra-levantamento-do-spc-brasil
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