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Binance pede licença cripto ao Banco Central do Brasil e quer ter mais produtos que bancos

Publicado em: 26/10/2026 10:16
Binance pede licença cripto ao Banco Central do Brasil e quer ter mais produtos que bancos
A Binance protocolou pedido de autorização ao Banco Central para operar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) no Brasil, na reta final do prazo regulatório. Quem não entregar o pedido perde o direito de operar e passa a ser tratado como instituição irregular pelas autoridades brasileiras. A arquitetura escolhida pela exchange separa o negócio em dois CNPJs distintos: a corretora Sim;paul, rebatizada como Binance Brasil, fica com saldos em reais e outras moedas fiduciárias, enquanto os ativos virtuais ficam sob responsabilidade da B Brasil. A separação responde a exigências distintas de capital e governança para custódia de fiat e intermediação de criptoativos, padrão que vem se consolidando entre exchanges globais que buscam ofertar produtos financeiros tradicionais. No campo de pagamentos, a empresa já opera o Pay Pix, que permite transferir em reais usando saldo de cripto, e sinalizou próximos passos como boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio. Em contrapartida, foi obrigada a desligar produtos de margem e empréstimos para usuários brasileiros; o executivo afirmou pretender reverter a restrição por via regulatória ou parceria bancária e disse já ter um parceiro para crédito. O executivo classificou as exigências regulatórias como duras demais para o cronograma imposto e comparou o prazo de preparação das exchanges ao de instituições de pagamento. A queixa encontra eco entre advogados do setor, que questionam os requisitos de capital mínimo exigidos pelo regulador. O executivo apontou que o Brasil, que lidera rankings globais de adoção de criptomoedas, vê mais empresas saindo do mercado do que entrando neste ano, com anúncios de fim da oferta de cripto por Revolut, Lemon Cash e Bitso e encerramento de operações por Coinext, NovaDAX, Bity e Digitra.com. Segundo ele, parte relevante dessas operações utilizava a Binance e provedores de serviços não conseguirão se regularizar. Até agora protocolaram pedido de PSAV: OKX, Bybit, Crown, Brasil Bitcoin, Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange. Avenia, Coinbase, Foxbit, Lumx e Mercado Bitcoin devem entrar na fila, além de bancos como Bradesco, BTG Pactual e Itaú, que já mantêm áreas dedicadas a ativos digitais.
FONTE ORIGINAL:
https://bitnoticias.com.br/regulacao/binance-pede-licenca-banco-central-psav-brasil
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