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Desenrola 3.0 abre disputa bilionária entre credores e exige cuidado contra golpes do nome limpo
Publicado em: 27/10/2026 22:30
O Desenrola 3.0 abriu a etapa de envio de carteiras ao Ministério da Fazenda: bancos, empresas de recuperação de crédito e fundos de investimento têm até 30 de outubro para entregar a lista de dívidas em atraso. O programa prevê o uso de até R$ 15 bilhões do Tesouro Nacional para comprar faturas de até R$ 10 mil de pessoas físicas e MEIs, com descontos que podem alcançar 97%. Nesta fase, o processo é restrito ao sistema financeiro; a plataforma oficial de renegociação só deve ser aberta ao público no início de 2027. A convocação oficial alcança não apenas grandes bancos, mas também companhias securitizadoras e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). Parte relevante das faturas de cartão e contas antigas já havia sido vendida para essas gestoras, que agora disputam o repasse das carteiras inadimplentes à União. Com volume de calotes estimado em R$ 90 bilhões e orçamento de R$ 15 bilhões, o leilão será conduzido em formato reverso: vence a instituição que oferecer o maior abatimento sobre o valor original do débito. A régua inicial exige desconto mínimo de 90%, e a concorrência pelas carteiras de menor renda e MEIs deve elevar os lances para a faixa de 95% a 97%. Órgãos de defesa do consumidor e especialistas em segurança digital alertam para tentativas de golpe sob o tema "nome limpo". Como nenhuma renegociação com o cidadão está aberta neste momento, mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail que cobrem taxas de cadastro, ofereçam intermediação ou prometam limpeza imediata de CPF são fraudulentas. Recomenda-se não clicar em links suspeitos e não realizar transferências via PIX a terceiros. As regras de elegibilidade valem para dívidas de até R$ 10 mil por contrato, com atraso entre 720 e 1.645 dias, calculados com data de corte oficial de 25 de setembro de 2026. Entram na lista cartão de crédito (rotativo e parcelado), cheque especial, empréstimo pessoal não consignado e linhas de crédito para MEIs. Ficam de fora financiamento imobiliário, parcelas de veículos e consignado do INSS. Após os leilões, realizados até dezembro, a União passa a ser a detentora oficial dos créditos comprados, e o devedor deixa de dever ao banco original. Quando a plataforma abrir no início de 2027, o cidadão poderá visualizar o valor refinanciado e escolher pagamento à vista ou parcelado, com cobrança operacionalizada por agentes públicos, como a Caixa Econômica Federal. Instituído pela Medida Provisória 1.393/2026, o programa tem validade até 30 de junho de 2028.
FONTE ORIGINAL:
https://www.gazetasp.com.br/economia/desenrola-3-0-abre-disputa-bilionaria-entre-credores-e-exige-cuidado-contra-golpes-do-nome-limpo
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