IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

Inadimplência e qualidade de ativos dominam holofotes na temporada de balanços dos bancos

Publicado em: 21/07/2026 11:03
Inadimplência e qualidade de ativos dominam holofotes na temporada de balanços dos bancos
A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 dos grandes bancos brasileiros começa com foco na inadimplência e na qualidade dos ativos. O cenário de juros elevados por período prolongado e famílias endividadas pressiona as carteiras de crédito, conforme destacam relatórios do JPMorgan e UBS BB. O Brasil apresenta a pior dinâmica de qualidade de ativos entre os principais mercados latino-americanos, com 83,5 milhões de consumidores negativados e comprometimento de renda familiar em cerca de 30%. Entre os grandes bancos, Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) são apontados como os mais expostos ao aumento dos calotes. O BB sofre com a carteira agrícola e pessoa física, enquanto o Santander enfrenta deterioração nas carteiras de pessoa física e PMEs. Por outro lado, Itaú (ITUB4) e BTG (BPAC11) devem apresentar os melhores resultados, com destaque para a consistência do Itaú e a baixa exposição do BTG ao varejo. O Bradesco (BBDC4) é visto como potencial destaque, colhendo frutos de reestruturações anteriores. Os bancos digitais também sentem a pressão. Nubank e Inter, que cresceram rapidamente no segmento de cartões e renda mais baixa, enfrentam custo desse crescimento acelerado. O Nubank tem maior exposição a crédito pessoal sem garantia, enquanto o Inter possui alguma proteção por meio de crédito imobiliário e consignado. Para analistas, o cenário negativo já está precificado para o Inter, mas ainda há risco de provisões acima do esperado. No campo de dividendos, Itaú e Bradesco lideram as preferências de curto prazo, com dividend yield estimado entre 7% e 8,5% para 2026. O Banco do Brasil oferece yield de 9%, mas carrega o risco do agronegócio. Para ganho de capital, o BTG é visto como opção, enquanto a XP também é considerada defensiva. Analistas recomendam avaliar ROE consistente acima de 18%, cobertura de provisões e relação preço/valor patrimonial antes de investir.
FONTE ORIGINAL:
https://borainvestir.b3.com.br/noticias/empresas/inadimplencia-e-qualidade-de-ativos-o-que-deve-tomar-os-holofotes-na-temporada-de-balancos-dos-bancos/
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%