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Número de superendividados no Brasil cresce 75% em cinco anos, diz Banco Central
Publicado em: 27/10/2026 18:16
O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, um aumento de 75% em cinco anos, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. Esse grupo representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o relatório, quem recebe até dois salários mínimos compromete, em média, 42% da renda com dívidas, sendo 15% desse total vinculado ao cartão de crédito. Entre pessoas com renda superior a dez salários mínimos, o comprometimento chega a 18,6%. O Banco Central também identificou crescimento de modalidades sem garantia — cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado — mesmo com juros elevados. Para classificar um consumidor como endividado de risco, o Banco Central considera quatro critérios, exigindo o atendimento a pelo menos dois: atraso superior a 90 dias, comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas, uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal não consignado e crédito rotativo, e renda restante após o pagamento das dívidas abaixo da linha da pobreza. A classificação não significa que todos os 20,3 milhões estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas ainda este ano para conter ofertas agressivas de crédito, especialmente a consumidores com dificuldades para pagar dívidas. Na sexta-feira (23), o Banco Central já havia anunciado medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos. As instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca, priorizando alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação de dívidas e portabilidade de crédito, sem oferecer novos recursos. As regras para bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimo durante transações iniciadas pelo Pix.
FONTE ORIGINAL:
https://98fmnatal.com.br/destaque_mais/endividamento-risco-brasil-20-milhoes/409000
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