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BC diz que estuda medidas para conter endividamento com foco em crédito de maior risco
Publicado em: 27/10/2026 09:11
O Banco Central estuda a adoção de medidas macroprudenciais voltadas a segmentos de crédito de maior risco e sem garantias, com destaque para cartões de crédito, conforme divulgado em relatório da autarquia. As medidas em avaliação têm como objetivo reduzir o superendividamento e fortalecer a sustentabilidade do crédito e a resiliência do sistema financeiro nacional. O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, afirmou que a intenção é anunciar novas medidas sobre crédito ainda neste ano e destacou a preocupação com linhas de financiamento sem garantia. Segundo ele, a questão comportamental, a experiência do cliente e a forma como as ofertas são apresentadas têm peso relevante nesse processo. O diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, também citou a preocupação com cartões de crédito e outras linhas não garantidas. Pesquisa do Banco Central indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a exposição de consumidores de menor renda a ofertas, contribuindo para intensificar o endividamento, tema apontado como fonte relevante de preocupação para a autarquia e para o mercado financeiro. O documento ressalta que diversos países já utilizam medidas macroprudenciais para mitigar vulnerabilidades dos tomadores, com a incorporação da situação financeira e da capacidade de pagamento ao monitoramento da estabilidade financeira como tendência comum. O relatório cita experiências internacionais, entre elas o sistema de Cingapura, que limita o comprometimento da renda com o serviço da dívida e tem medidas para restringir o acúmulo excessivo de dívida pelas famílias, além de modelos de Canadá, Suécia, Coreia do Sul e Nova Zelândia, que apresentam exigências ou limitações na concessão de crédito. Também é mencionada avaliação do FMI sobre o Brasil, que enfatiza que a análise do endividamento das famílias deve ir além da inadimplência e considerar a capacidade dos tomadores de absorver choques. O Banco Central apontou que o apetite a risco das instituições financeiras mostrou sinais de redução no primeiro semestre, com desaceleração do financiamento à economia real, e a perspectiva é de crédito ainda mais restritivo no segundo semestre. Segundo a autarquia, apesar de as incertezas seguirem elevadas, não há risco relevante para a estabilidade financeira no país.
FONTE ORIGINAL:
https://www.terra.com.br/economia/bc-diz-que-estuda-adocao-de-medidas-macroprudenciais-para-credito-de-maior-risco,cb26c4c8875f05edc98719c1e7070a80caw0wipg.html
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