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Juros altos levam crédito em atraso ao recorde de R$ 247,6 bilhões
Publicado em: 27/10/2026 02:25
O volume de crédito em atraso no Brasil atingiu R$ 247,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, o maior valor já registrado. O montante reúne operações financeiras vencidas há mais de 90 dias e representa alta de 50,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados constam de levantamento da FecomercioSP elaborado com base em informações do Banco Central. O avanço da inadimplência ocorre em cenário marcado por juros elevados, crédito mais caro e forte comprometimento do orçamento das famílias. Com despesas básicas pressionando a renda, parte dos consumidores tem dificuldade para manter em dia parcelas de empréstimos, financiamentos, compras e faturas de cartão de crédito, em muitos casos priorizando alimentação, aluguel, energia elétrica e medicamentos. O aumento das contas vencidas acompanha a expansão do endividamento das famílias. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, 80,9% das famílias possuíam algum tipo de dívida em abril de 2026, entre cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais, financiamentos de veículos e imóveis, carnês e compras parceladas. O material distingue endividamento — parcelas em andamento, ainda que pagas normalmente — de inadimplência, que ocorre quando a obrigação não é quitada no prazo. O risco de atraso aumenta quando as parcelas consomem parte elevada da renda mensal. O cartão de crédito segue como uma das principais vias de endividamento, inclusive para despesas básicas do dia a dia. A não quitação integral da fatura leva ao crédito rotativo ou ao parcelamento, modalidades com custos elevados mesmo diante das regras que limitam juros e encargos; uma dívida inicial pode dobrar de valor conforme o tempo de atraso. Cheque especial e empréstimo pessoal também apresentam juros elevados, e a contratação de nova dívida para pagar obrigação anterior pode gerar sequências de refinanciamentos. Com crédito mais caro, novos financiamentos encarecem, prestações aumentam e a capacidade de consumo das famílias é reduzida, afetando comércio e serviços. A inadimplência elevada aumenta o risco para bancos e instituições financeiras, o que tende a tornar a concessão de crédito mais restritiva, com redução de limites, exigência de garantias e cobrança de taxas maiores — configurando ciclo em que o consumidor busca crédito para reorganizar as finanças e encontra condições mais caras e menos acessíveis. Para contas já vencidas, o texto recomenda identificar dívidas, valores atualizados, prazos e taxas, priorizando obrigações mais caras como cartão e cheque especial, avaliar o custo total de acordos de renegociação e evitar novas compras parceladas e gastos não essenciais durante o processo. O recorde de R$ 247,6 bilhões em crédito atrasado é apresentado como um dos principais desafios da economia brasileira em 2026, ao reduzir o consumo, dificultar a recuperação do comércio e tornar o crédito mais caro e seletivo. A combinação de juros elevados, renda comprometida e aumento do custo de vida dificulta a saída dos consumidores do endividamento, mantendo a renegociação de dívidas como desafio relevante para milhões de brasileiros. *Texto original encerrado com atribuição à Agência Fonte Exclusiva.*
FONTE ORIGINAL:
https://www.portalviu.com.br/tviu/juros-altos-levam-credito-em-atraso-ao-recorde-de-r-2476-bilhoes
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