Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
CNI reduz projeção do PIB para 1,6% em 2026 diante da retração na indústria de transformação e juros restritivos
Publicado em: 28/10/2026 19:27
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu a estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2026 de 2,0% para 1,6%. A revisão, apresentada no Informe Conjuntural do 3º Trimestre em 28 de outubro de 2026, é atribuída à perda de tração nos setores mais dependentes do ciclo de crédito interno, notadamente a indústria de transformação e o setor terciário, diante de política monetária austera e elevação de custos produtivos. A correção negativa é assimétrica entre segmentos. A projeção da indústria geral caiu de 2% para 1,3%, com a indústria de transformação passando de crescimento de 0,6% (estimativa de julho) para retração de 0,7% em 2026. O setor de serviços teve previsão revista de 1,9% para 1,6%, enquanto agropecuária subiu de 1,8% para 2,5%, indústria extrativa manteve alta de 9,1% e construção civil permaneceu em 1,5%. Segundo Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, há cisão nítida entre atividades atreladas ao ciclo doméstico e aquelas orientadas ao mercado internacional. No campo monetário e de crédito, a projeção aponta IPCA de 5,15% em 2026, ante 4,26% no ano anterior, com cortes de Selic de 0,25 ponto percentual nas duas reuniões restantes, encerrando o ano em 13,25% e juro real próximo a 9%. As concessões de crédito devem expandir 5,15% no acumulado do ano, com alta de 6,4% para pessoas jurídicas — sustentada por capital de giro e rolagem de passivos — e avance de 4,0% para famílias, refletindo cautela bancária e maior seletividade nas linhas de consumo. A formação bruta de capital projeta contração e adiamento de decisões de investimento. O resultado fiscal combina déficit primário efetivo negativo em R$ 54,6 bilhões (0,4% do PIB), exclusões legais de aproximadamente R$ 67,3 bilhões em precatórios e despesas extraordinárias e superávit estatutário de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB). A dívida bruta do Governo Geral salta de 78,6% para 83,7% do PIB. Em contrapartida, o superávit comercial deve chegar a US$ 77,3 bilhões, com exportações de US$ 386,7 bilhões e importações de US$ 309,4 bilhões. O mercado de trabalho é apontado como amortecedor da desaceleração: expansão de 1,2% da população ocupada, desocupação convergindo para 5,0% e avanço de 4,6% na massa de rendimento real. As projeções apontam ainda pressão inflacionária concentrada em alimentos, tarifas de energia, combustíveis e serviços intensivos em mão de obra.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/cni-reduz-projecao-do-pib-para-16-em-2026-diante-da-retracao-na-industria-de-transformacao-e-juros-restritivos
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x