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Santander Brasil supera em lucro, mas inadimplência segue no radar; ação cai forte
Publicado em: 28/10/2026 17:42
O Santander Brasil (SANB11) apresentou resultados mistos no terceiro trimestre de 2026, superando parte das estimativas graças ao controle de despesas e provisões menores que o esperado, mas mantendo fragilidade em linhas consideradas centrais para a recuperação de rentabilidade. O lucro líquido gerencial recorrente alcançou R$ 2,9 bilhões, com ROE de cerca de 12%, abaixo dos níveis históricos e distante dos principais concorrentes privados. O desempenho dos papéis na B3 foi negativo, com queda de 5,88%, fechando a R$ 24,35. A expansão da carteira permaneceu modesta: a carteira ampliada cresceu apenas 0,9% no trimestre e 4,7% em 12 meses. Parte da desaceleração decorreu da venda de carteira de financiamento de veículos de R$ 5 bilhões para um FIDC, mas analistas apontaram demanda por crédito mais fraca mesmo desconsiderando esse efeito. O crescimento concentrou-se em grandes empresas, com carteira corporativa avançando cerca de 8% em um ano, enquanto o segmento de pessoa física encolheu — mudança de mix que contribuiu para compressão de margens, já que operações corporativas geram spreads menores. A qualidade dos ativos trouxe sinais divergentes. A inadimplência de curto prazo (15 a 90 dias) melhorou, com destaque para pequenas e médias empresas. Em contrapartida, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,4%, puxada pelo segmento de pessoas físicas, com o indicador avançando 40 pontos-base no trimestre. As despesas com provisões recuaram 2,5% na comparação trimestral, mas parte dessa melhora decorreu de efeitos extraordinários ligados à venda de carteiras e reversões contábeis; excluindo esses fatores, o custo de crédito teria permanecido praticamente estável. O capital regulatório é outro ponto monitorado pelo mercado. O índice CET1 caiu 30 pontos-base no trimestre, para 10,9%, pressionado pelo crescimento dos ativos ponderados pelo risco, distribuições de capital e aumento de créditos tributários. O Itaú BBA e o Bradesco BBI mantêm recomendação neutra para o papel, com preços-alvo de R$ 29 e R$ 27, respectivamente. A avaliação comum dos analistas é que a combinação de crescimento fraco, pressão sobre margens e incertezas na qualidade dos ativos dificulta uma recuperação mais robusta da rentabilidade nos próximos trimestres.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/santander-brasil-sanb11-supera-em-lucro-mas-receitas-e-inadimplencia-seguem-no-radar-desempenho-acoes
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