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CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública

Publicado em: 28/10/2026 15:18
CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública
A Confederação Nacional da Indústria revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB do país em 2026, de 2% para 1,6%, e elevou as estimativas de inflação e de relação dívida/PIB. Segundo o Informe Conjuntural do 3º trimestre, a revisão decorre principalmente das perspectivas menos favoráveis para a indústria — em especial o segmento de transformação — e para os serviços, efeitos que devem sobrepor-se ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa. A expectativa de crescimento da indústria foi alterada de 2% para 1,3%, a maior revisão negativa entre os setores. O segmento de transformação segue pressionado pela queda da demanda interna, pela piora das condições financeiras das empresas e das famílias associada a juros elevados, pela entrada de produtos importados e pelo aumento dos custos de produção. O comércio e, em menor grau, os serviços também são descritos como dependentes do mercado interno e sensíveis à política monetária, enquanto setores como a extração mineral e a agropecuária apresentam previsões de manutenção ou crescimento. No mercado de trabalho, a CNI projeta crescimento de 1,2% da população ocupada em 2026 e recuo da taxa de desemprego de 5,3% para 5% ao fim do ano, com pressão salarial e alta de 4,6% na massa de rendimento real. No campo fiscal, as despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais e a receita 5,9%, mas o governo federal ainda deve encerrar o ano com déficit primário de R$ 54,6 bilhões (0,4% do PIB), diante de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não computadas na meta. A entidade estima que a dívida bruta suba mais de 5 pontos percentuais do PIB em um ano, passando de 78,6% para 83,7%, em um cenário de déficit primário com taxa de juros elevada. Para a inflação, projeta-se IPCA de 5,15% no ano, quase um ponto acima dos 4,26% do ano anterior, com pressões provenientes de alimentos, preços administrados e serviços. O documento aponta ainda que o Banco Central deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a taxa básica a 13,25% ao fim do ano. A CNI considera, contudo, que há espaço para uma flexibilização mais rápida da política monetária, destacando que a taxa real de 9% ainda desestimula fortemente o crescimento da economia. Na balança comercial, as exportações devem crescer 10,3% para US$ 386,7 bilhões e as importações 6,4% para US$ 309,4 bilhões, resultando em superávit de US$ 77,3 bilhões.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/economia/cni-reduz-projecao-para-o-pib-e-eleva-estimativas-de-inflacao-e-divida-publica
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