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Endividamento de risco cresce 75% em cinco anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros

Publicado em: 28/10/2026 14:29
Endividamento de risco cresce 75% em cinco anos e atinge 20,3 milhões de brasileiros
O endividamento de risco no Brasil chegou a 20,3 milhões de brasileiros em junho de 2026, segundo dados do Banco Central divulgados no Relatório de Estabilidade Financeira. O número representa um crescimento de 75% em cinco anos e equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. A autoridade monetária destaca o avanço de modalidades de crédito sem garantia — como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais não consignados — como fator de preocupação. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas ainda em 2026 para conter ofertas agressivas de crédito. O peso das dívidas é maior entre pessoas de menor renda: entre quem recebe até dois salários mínimos, 42% da renda está comprometida com débitos, sendo 15% referentes a cartão de crédito. Para quem ganha mais de dez salários mínimos, o comprometimento da renda com dívidas chega a 18,6%. Para o Banco Central, o aumento do endividamento de risco indica maior vulnerabilidade financeira, especialmente entre consumidores que recorrem a modalidades de crédito com juros elevados. A classificação de endividamento de risco considera quatro critérios, dos quais o consumidor precisa se enquadrar em pelo menos dois: parcelas de crédito em atraso há mais de 90 dias; comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas; uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal não consignado e crédito rotativo; e renda abaixo da linha da pobreza após o pagamento das dívidas. Estar nessa categoria não significa necessariamente inadimplência, mas indica maior risco de dificuldades para manter pagamentos em dia. Entre as medidas anunciadas pelo Banco Central estão mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, determinadas ofertas dependerão de autorização prévia. As regras de bloqueio de ofertas estão previstas para vigorar a partir de 31 de março de 2027. Outras medidas, programadas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais para consulta de dívidas e restrições a ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.
FONTE ORIGINAL:
https://portalimpactto.com.br/noticia/18608/endividamento-de-risco-cresce-75-em-cinco-anos-e-atinge-20-3-milhoes-de-brasileiros
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