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Inadimplência nos bancos sobe, mas analistas explicam 45% da alta - Suno - Investimentos Inteligentes

Publicado em: 28/10/2026 14:09
Inadimplência nos bancos sobe, mas analistas explicam 45% da alta - Suno - Investimentos Inteligentes
A inadimplência bancária no Brasil subiu, e uma análise do BTG Pactual, com base no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, atribui cerca de 45% desse avanço a mudanças nas regras contábeis, e não apenas ao agravamento da capacidade de pagamento dos consumidores. Segundo o documento, a taxa de inadimplência chegou a 4,87% em junho, mas teria ficado em 4,09% sob o critério anterior. Desde janeiro de 2025, a Resolução CMN nº 4.966 alterou os critérios de retirada de empréstimos de difícil recuperação dos balanços. Com a nova regra, contratos podem permanecer contabilizados por mais tempo enquanto houver expectativa razoável de recuperação, fazendo com que operações antigas continuem aparecendo nas estatísticas sem um aumento equivalente de novos atrasos. Dos 1,76 ponto percentual de elevação registrada entre dezembro de 2024 e junho de 2026, cerca de 0,78 ponto percentual estaria associado à mudança contábil. A diferença restante, de aproximadamente 0,98 ponto percentual, indica deterioração efetiva dos pagamentos e pressão real sobre o mercado de crédito. O relatório também aponta o comprometimento de renda entre tomadores com renda de até dois salários mínimos, que passou de 34,1% em dezembro de 2023 para 42% em junho de 2026. Nesse grupo, cartões de crédito e empréstimos pessoais não consignados já absorvem 24,6% da renda, contra 17,1% no fim de 2023. O comprometimento médio individual dos tomadores atingiu recorde de 38,5%. Para os analistas, a expansão do acesso ao crédito, inclusive por fintechs e plataformas digitais, ampliou alternativas de financiamento e trouxe novos desafios para o controle do endividamento. O Banco Central, por sua vez, avalia que o sistema financeiro permanece resiliente, com níveis adequados de capital e liquidez, e anunciou medidas de transparência na concessão de empréstimos e de redução de ofertas inadequadas a consumidores financeiramente vulneráveis. O levantamento sugere acompanhamento nos próximos trimestres diante de condições mais restritivas de crédito e perspectivas de desaceleração econômica.
FONTE ORIGINAL:
https://www.suno.com.br/noticias/inadimplencia-bancos-brasil-alta
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