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OPINIÃO: A Selic caiu quatro vezes e o crédito ficou mais caro
Publicado em: 28/10/2026 12:31
Artigo de opinião sobre o descompasso entre a queda da Selic e a alta do custo do crédito no Brasil. Segundo o texto, o Comitê de Política Monetária cortou a taxa básica quatro vezes em 2026, de 15% para 14% ao ano, enquanto, pelas Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, a taxa média do crédito livre subiu de 46,1% ao ano em junho de 2025 para 49,8% em junho de 2026, chegando a 64% para pessoas físicas. O artigo examina a composição do spread para questionar a leitura de que o encarecimento decorreria apenas de margem dos bancos. Em junho, o spread médio do crédito livre teria fechado em 35,8 pontos percentuais, com alta no segmento de pessoas físicas (de 48,8 para 49,6 pontos) e queda no de empresas (de 11,8 para 11,1 pontos); a taxa média às empresas recuou de 24,9% para 24,4% ao ano e a das famílias avançou de 62,8% para 64%. O autor atribui a divergência à perda esperada, citando inadimplência do sistema financeiro nacional de 4,9% em julho, o maior nível desde o início da série em março de 2011, e 5,8% entre famílias. Como proposta de redução de perda — e, por consequência, de preço —, o texto lista três frentes: observar o tomador ao longo da operação e não apenas na aprovação; usar de forma articulada bases já reguladas, como compartilhamento de dados bancários, registros de crédito do Banco Central e registro eletrônico de recebíveis; e medir o desempenho da carteira por safra de originação. Também reconhece a objeção de custo de acompanhamento contínuo em tickets pequenos e em operações em escala com decisão automatizada. Na parte final, o artigo afirma que, se a projeção do Boletim Focus se confirmar e a Selic fechar 2026 em 13,75%, o alívio chegará primeiro às operações de menor risco, com repasse lento nas modalidades mais sensíveis à inadimplência enquanto a perda esperada não ceder. A conclusão apresentada é de que a competitividade no crédito passaria pela precisão da informação sobre a carteira existente, e não pelo custo de captação.
FONTE ORIGINAL:
https://monitordomercado.com.br/noticias/visoes-de-mercado/433419-opiniao-a-selic-caiu-quatro-vezes-e-o-credito-ficou-mais-caro
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