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Bradesco sobe juros do crédito imobiliário: por quê? E os outros bancos?
Publicado em: 28/10/2026 06:00
O Bradesco elevou as taxas de juros de algumas de suas linhas de crédito imobiliário nesta semana, em movimento que chamou atenção pela velocidade. O reajuste ocorreu na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando os juros futuros dispararam e o mercado financeiro passou por forte movimento de aversão ao risco. A taxa mínima do financiamento habitacional residencial passou de 11,7% para 15% ao ano, mais a Taxa Referencial, hoje em 2% ao ano. Questionado, o banco informou que "atualizou as taxas máximas de suas linhas de crédito imobiliário em função do aumento verificado nas taxas de juros do mercado", acrescentando que as condições finais continuam sendo negociadas individualmente conforme o perfil do cliente e as características de cada operação. O banco não respondeu aos questionamentos sobre a velocidade do reajuste. O reajuste está relacionado à forma como os bancos financiam o crédito imobiliário. A poupança segue como principal fonte de recursos do setor, mas vem perdendo participação relativa, enquanto Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ganharam espaço no funding do sistema. Esses instrumentos são influenciados, direta ou indiretamente, pelo CDI e pela curva de juros futuros, que reflete expectativas de investidores sobre a trajetória das taxas — incorporando inflação, risco fiscal e incertezas econômicas. Como os financiamentos imobiliários podem durar décadas, enquanto uma LCI tem prazo curto, as instituições precisam considerar o custo de futuras captações ao definir as taxas dos contratos atuais. Até o momento, outras instituições não indicaram mudanças semelhantes. Duas delas afirmaram que acompanham indicadores econômicos e movimentos do mercado de crédito imobiliário para avaliar eventuais impactos do ambiente sobre as taxas cobradas dos clientes; outra disse não prever ajustes em spreads, considerando o caráter estratégico e fidelizador do produto. Uma instituição não pôde responder aos questionamentos em período de silêncio em função da divulgação de balanço. Uma fonte consultada pela reportagem considerou exagerada a reação observada no mercado, com desmonte de posições e pressão sobre contratos de juros futuros, câmbio e títulos públicos. Para o especialista, sinais do pregão seguinte indicavam início de normalização. Na leitura da fonte, a decisão do Bradesco pode ter refletido um ambiente momentâneo de incerteza, e não uma mudança definitiva no cenário do crédito imobiliário.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/bradesco-sobe-juros-do-credito-imobiliario-por-que-e-os-outros-bancos
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