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Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões

Publicado em: 29/10/2026 18:51
Dívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhões
O setor público consolidado — União, estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, enquanto a dívida bruta do Governo Geral (DBGG) permaneceu em 82,9% do PIB, equivalente a R$ 11,1 trilhões, segundo o relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central. O endividamento ficou estável em relação a agosto, mas permanece no maior patamar desde 2021 e acumulou alta de 4,3 pontos percentuais em 2026. O indicador avançou significativamente desde o fim de 2022, quando correspondia a 71,7% do PIB, aproximando-se dos níveis observados durante a pandemia. O resultado primário mensal foi influenciado por desempenhos distintos entre as esferas de governo: o Governo Central registrou superávit de R$ 3,5 bilhões; estados e municípios somaram déficit de R$ 5,6 bilhões; e empresas estatais apresentaram déficit de R$ 3,4 bilhões. O acumulado de janeiro a setembro atingiu R$ 94,3 bilhões de déficit, equivalente a 0,93% do PIB, ante 0,84% no mesmo período de 2025. As despesas com juros nominais somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês do ano anterior. O Banco Central atribuiu a elevação ao resultado menos favorável das operações de swap cambial e venda de dólares no mercado futuro, além do crescimento do estoque da dívida e da inflação medida pelo IPCA. O déficit nominal consolidado em setembro atingiu R$ 113 bilhões, com acumulado de 12 meses em R$ 1,275 trilhão, ou 9,51% do PIB. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros, chegou a R$ 9,4 trilhões, ou 70% do PIB, avançando 0,7 ponto percentual em relação a agosto. O déficit primário dos últimos 12 meses recuou para R$ 70,1 bilhões, ou 0,52% do PIB, frente a 0,62% em agosto. Vale registrar divergência metodológica entre Banco Central e Tesouro Nacional: enquanto o BC apurou déficit de R$ 5,5 bilhões no mês, o Tesouro divulgou superávit primário de R$ 4,8 bilhões para o Governo Central. A diferença decorre de critérios distintos — o Tesouro utiliza valores executados no Orçamento, enquanto o Banco Central calcula o resultado com base na variação do endividamento de cada ente público. Segundo o Banco Central, a trajetória da dívida pública e o peso dos juros seguem entre os principais desafios fiscais: o aumento do endividamento eleva o custo de financiamento do governo e reduz o espaço orçamentário, enquanto a evolução do resultado primário influencia a capacidade de estabilizar a dívida em relação ao PIB.
FONTE ORIGINAL:
https://www.capitalnews.com.br/nacional/divida-publica-fica-em-829-do-pib-e-deficit-soma-r-55-bilhoes/449172
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