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Endividamento das famílias brasileiras bate novo recorde, aleta Banco Central
Publicado em: 29/10/2026 12:33
O endividamento das famílias brasileiras atingiu novo recorde e chegou a 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, segundo dados do Banco Central. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também alcançou o maior patamar da série histórica, a 29%, indicando maior pressão sobre o orçamento das famílias. Os dados mostram que metade da renda anual das famílias está comprometida com dívidas bancárias e quase um terço é destinado ao pagamento de parcelas e juros. O cenário é atribuído ao custo elevado dos empréstimos e à expansão de modalidades de crédito mais caras, como cartão de crédito e financiamentos sem garantia. Mesmo com as duas edições do programa Desenrola, que utilizaram garantias do Tesouro Nacional para estimular o refinanciamento de débitos, os indicadores continuaram avançando. Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu uma terceira edição, com leilão para que bancos vendam dívidas de consumidores com descontos. O Banco Central informou que prepara novas medidas para conter a concessão considerada predatória de crédito. Excluindo o financiamento imobiliário do cálculo, o endividamento das famílias chegou a 31% da renda em agosto e o comprometimento com o serviço da dívida atingiu 26,7%, igualmente recorde histórico. Na inadimplência, a proporção de pagamentos atrasados no crédito livre — modalidade em que os bancos definem as taxas de juros — permaneceu em 6,6% em setembro, repetindo o recorde de agosto e acumulando alta de um ponto percentual desde o início do ano, considerando famílias e empresas. O estoque total de crédito cresceu 0,4% em agosto para setembro e alcançou R$ 7,4 trilhões, mas o ritmo de crescimento em 12 meses desacelerou de 9,4% para 8,6%. O spread bancário subiu de 34,7 para 35,5 pontos percentuais no mesmo período. Com política monetária restritiva entre os fatores que encarecem o acesso ao crédito, o Banco Central projetou crescimento de 9,1% no estoque de empréstimos em 2026, abaixo dos 10,4% de 2025. O Copom se reúne na semana seguinte para decidir sobre a Selic, que chegou a 13,75% ao ano após cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual, com incertezas para novas quedas.
FONTE ORIGINAL:
https://www.gazetadopovo.com.br/economia/endividamento-familias-brasileiras-bate-novo-recorde-aleta-banco-central
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